Neste mês, acontece a campanha “Agosto Dourado”, de conscientização sobre o ato de amamentar. A ação fala sobre a importância do leite materno na alimentação dos primeiros anos de vida dos bebês e, também, a relevância de um grupo de apoio bem estruturado para fortalecer a mãe e o bebê. A enfermeira obstetra Paula Serafim, que atua na Clínica da Família Cassems, fala sobre o aleitamento materno.

Paula explica que, nos primeiros meses de vida do bebê, ele ainda não possui capacidade total de defesa contra os patógenos e antígenos do ambiente. “O leite humano, por ser uma proteína específica, ela já protege o bebê contra as possibilidades de desenvolvimento de alergia alimentar, por ser um nutriente totalmente aproveitável e compatível para o organismo humano”.

De acordo com a enfermeira obstetra, o leite humano possui células de defesas vivas. “O alimento possui células com capacidade ativa e, também, células tronco, que podem se diferenciar e ainda ajudar o crescimento e desenvolvimento de tecidos e órgãos. Ainda, o nutriente melhora a absorção de cálcio, de fósforo e ajuda a regular o pH do intestino”.
A orientação da profissional de saúde é que a família invista na amamentação, mesmo que não consiga ofertar o volume total de nutrientes que a criança precisa naquele momento. “O aleitamento materno é muito importante, pois não cumpre só um fator de nutrição, mas também de defesa, para o fortalecimento imunológico”.

Paula salienta, também, a importância de uma rede de apoio bem estruturada, para dar assistência à criança e a mãe. “Muitas vezes, as pessoas acreditam que devem determinar o que a mãe vai fazer, mas é o contrário, nós precisamos deixar que a mãe teste procedimentos, tome decisões, se fortaleça para cuidar do bebê”.

Para contribuir de maneira efetiva para o desenvolvimento do bebê, é necessário não interferir nas condutas da mãe. A enfermeira orienta em como a rede de apoio pode ajudar. “Na prática, a gente precisa ajudar com coisas simples, como fazer um almoço, deixar ela quietinha quando precisa e conversar quando ela quiser, levar para pequenos passeios, ajudar nas rotinas da casa, segurar o filho e fazer arrotar, mas não tirar o protagonismo da figura materna”.

Paula reitera que a presença da família é fundamental para o bom desenvolvimento do bebê e para descomplicar o aleitamento materno. “Quando nasce uma criança, todo o núcleo familiar é movido. Muitas coisas da história da família vem à tona não só para os genitores, mas para todo o restante dos familiares. Então, os profissionais de saúde que vão estar nesse processo devem respeitar a história familiar, as crenças e fazer os ajustes necessários para conduzir criança de forma harmônica”.

Sarah Santos / Ascom Cassems

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