Os alunos do Sesc Lageado foram destaque no 10º Prêmio Onça Pintada da Dança 2026 ao conquistar quatro premiações em uma competição que reuniu bailarinos, grupos, companhias, diretores e coreógrafos de Mato Grosso do Sul, além de diversos estados brasileiros e países vizinhos. Os resultados colocam o Corpo de Dança Sesc MS entre os grupos reconhecidos em um dos mais importantes festivais de dança da região.
No evento realizado entre os dias 3 e 7 de junho, em Campo Grande, os bailarinos do Sesc Lageado levaram ao palco não apenas técnica e desempenho artístico, mas também o resultado de meses de dedicação, disciplina e preparação.
Com apresentações de ballet clássico de repertório, neoclássico, dança contemporânea, jazz, danças urbanas e populares, o festival se consolidou ao longo dos anos como uma das mais importantes vitrines da dança na região, reunindo profissionais e estudantes avaliados por uma banca formada por mestres e professores de destaque nacional.
Neste cenário de alta competitividade, os alunos do Sesc Lageado conquistaram o 3º lugar no Solo de Repertório Variação Masculina Júnior, com Guilherme e a coreografia “Pássaro Azul”; o 3º lugar no Duo Neoclássico Adulto, com Arthur e Sttefany em “Em Nós”; o 3º lugar no Conjunto Neoclássico Adulto, com “Entre Véus e Afetos”; e o 3º lugar no Duo Ballet de Repertório Júnior, com Enolla e Isabeli interpretando “Amigas”, do clássico La Fille Mal Gardée.
Mais do que troféus, os resultados representam a consolidação de um processo pedagógico que utiliza a dança como ferramenta de desenvolvimento humano. Ao longo dos ensaios, os estudantes precisaram conciliar a rotina escolar com horas de treinamento, aperfeiçoamento técnico e construção artística das coreografias que seriam apresentadas diante de jurados especializados.
A professora de dança do Sesc Lageado, Karine Wosniak, avalia que as premiações refletem um trabalho coletivo construído diariamente entre alunos, professores e familiares. Para ela, a conquista vai além da classificação obtida no festival e demonstra o amadurecimento artístico dos jovens bailarinos.
“Essa conquista representa o reconhecimento de um trabalho construído com muita dedicação, disciplina e amor pela dança. É uma alegria ver o esforço dos alunos e de toda a equipe sendo valorizado e mostrando a força do trabalho desenvolvido no Sesc Lageado. A evolução deles foi muito bonita de acompanhar. Eles cresceram tecnicamente, ganharam mais segurança em cena e também desenvolveram uma interpretação mais madura e sensível durante as apresentações”, afirma.
Segundo a professora, a experiência em festivais também contribui para a formação pessoal dos estudantes, ensinando valores que ultrapassam o palco e permanecem por toda a vida.
“A dança ensina muito mais do que movimentos. Ela desenvolve disciplina, responsabilidade, trabalho em equipe, respeito e confiança. São aprendizados que eles levam para a vida toda. O que mais me emocionou foi ver a entrega de cada aluno no palco e a felicidade deles ao perceberem que todo o esforço valeu a pena. Ver esse brilho nos olhos deles é muito gratificante”, destaca.
Entre os destaques da delegação do Sesc MS esteve a bailarina Enolla Elizabeth Meza Claro Furtado, de 14 anos. Ao lado da parceira Isabeli, ela conquistou o terceiro lugar na categoria Duo Ballet de Repertório Júnior, interpretando uma coreografia inspirada em La Fille Mal Gardée, um dos balés mais tradicionais do repertório clássico.
Para a jovem bailarina, o anúncio da premiação foi um momento de emoção e alívio após meses de preparação. Ela conta que a conexão construída com a colega durante os ensaios foi fundamental para transmitir ao público a leveza e a amizade presentes na obra.
“Recebi a notícia com muita felicidade e emoção. Foi um momento muito especial porque todo o esforço dos ensaios e da preparação valeu a pena. O que mais me encantou foi justamente a amizade representada na coreografia. A história é leve, alegre e transmite sentimentos muito bonitos. Foi uma experiência muito boa construir essa apresentação ao lado da Isabeli, porque trabalhamos juntas para que tudo saísse da melhor forma possível”, relata.
Apaixonada pelo balé desde criança, Enolla vê a participação no Prêmio Onça Pintada como mais um passo em uma trajetória que pretende seguir construindo nos próximos anos.
“A dança entrou na minha vida porque eu sempre sonhei em fazer balé. Quando tive a oportunidade de começar, me apaixonei ainda mais. Depois dessa experiência, quero continuar evoluindo como bailarina, participar de mais festivais e competições e aprender cada vez mais. Meu objetivo é crescer na dança”, afirma.

























