Após cinco meses, conta de luz voltará à bandeira verde em outubro

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(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Aneel anunciou mudança nesta sexta-feira (25) após melhora nas condições de geração de energia

A conta de luz terá bandeira verde em outubro e, com isso, os consumidores não pagarão custos adicionais sobre o consumo de energia. A mudança foi anunciada nesta sexta-feira (25) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), após cinco meses consecutivos de bandeira amarela.

Segundo a agência, o retorno da bandeira verde está relacionado ao aumento do volume de chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A melhora contribuiu para estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas e permite reduzir a necessidade de acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.

A bandeira amarela estava em vigor desde maio. Nesse período, era cobrado um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em outubro, esse valor deixa de ser aplicado com a adoção da bandeira verde.

De acordo com a Aneel, a mudança ocorre durante a transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país. Com mais água disponível para a geração hidrelétrica, diminui a necessidade de recorrer às usinas termelétricas, que possuem custos mais elevados para o sistema elétrico.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para sinalizar aos consumidores as condições de geração de energia e os custos variáveis associados à produção. A cor definida para cada mês indica se haverá ou não cobrança adicional na tarifa.

Veja como funcionam as bandeiras

  • Bandeira verde: não há cobrança adicional.
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh.

A bandeira verde havia sido aplicada de janeiro a abril de 2026. Em maio, a Aneel voltou a acionar a bandeira amarela, que permaneceu em vigor até setembro. Em outubro, a cobrança adicional deixa de ser aplicada.

A definição das bandeiras considera as condições de geração do Sistema Interligado Nacional (SIN), que atende consumidores residenciais, comerciais e industriais em grande parte do país.