Arsenal apreendido era de um guarda municipal de Campo Grande

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As armas foram avaliadas em R$ 200 mil

20/05/2019 11h00
Por: Redação

Em entrevista coletiva, delegados da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) e oficiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar informaram que foi preso um guarda municipal de Campo Grande, responsável pela guarda do arsenal encontrado no domingo (19), na Capital.

Os policiais civis e militares chegaram até ele, após receberem uma denúncia anônima na noite de sábado (18), dizendo que havia um guarda municipal realizando transporte de armas de grosso calibre.

Segundo eles, após diligência que se iniciaram às 5 horas de ontem (19), um guarda municipal de 41 anos, que não teve a identidade revelada, acabou preso na posse de uma pistola marca Glock e munições, que estava no interior de um carro. A abordagem ocorreu no cruzamento da Rua Rodolfo José Pinho com a Avenida Eduardo Elias Zahran, no Jardim São Bento.

O Garras com apoio do Choque e do setor de Inteligência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram até dois endereços fornecidos pelo guarda, sendo uma casa no Portal Caiobá e outra casa no bairro Rouxinóis. Lá, foram encontradas munições de 380 e carregadores para pistola. Também foi localizado e apreendido um veículo Fiat Uno com registro de roubo.

De posse de um terceiro endereço, uma casa na Rua José Luís Pereira, Monte Líbano, as equipes localizaram o quartel general (QG), onde estava o arsenal, avaliado em R$ 200 mil.

Foram apreendidos quatro carabinas 556, onze pistolas no calibre 9mm, duas espingardas calibres 12 e.22, um revólver 357, quatro pistolas .40, um calibre 380, uma pistola calibre 22, além dos dois fuzis AK47. Ainda haviam aproximadamente 700 munições de calibres diversos, 51 carregadores para as armas localizadas e supressores de ruídos (silenciador), bem como dois bloqueadores de sinal.

Segundo o delegado do Garras, Fábio Peró, com a apreensão das armas e prisão do guarda municipal, a Polícia Civil deve abrir uma nova linha de investigação e ver se há relações com execuções ocorridas recentemente na Capital.

Ainda de acordo com o delegado, o guarda prefiriu o silêncio e se recusou a prestar esclarecimentos.

O capitão Rocha, do Choque da Polícia Militar ficou impressionado quantidade e qualidade do armamento apreendido, que geralmente são usados pelo Exército. Ele acredita que as armas tenham sido trazidas do Paraguai e seriam utilizadas em crimes no Estado.

O Guarda municipal será indiciado por posse de arma de fogo de uso restrito e receptação.

Coletiva na manhã de hoje (20). Minamar Júnior/Midiamax

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