Bebê nasceu em março na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande e em junho teve alta, após três meses de internação na UTI.
14/07/2019 13h34
Por: Redação
A bebê Zhayra nascida com apenas 630 gramas foi para a casa depois de passar três meses na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. A psicóloga Jackeline Medeiros, um dos profissionais da equipe multidisciplinar envolvida no caso, revelou que a menina é uma das menores crianças nascidas no hospital em 2019. Agora, ela pesa 1,965 quilos.
O bebê veio ao mundo em março de 2019, com apenas 24 semanas de gestação. Vale lembrar que a média das gestações normais é de 37 a 42 semanas.
De acordo com a mãe, Hugleia Pereira Bispo, a internação foi necessária após a rotura da bolsa. “Foi tranquilo nos quatro primeiros meses. Mas quando entrou no quinto mês, a bolsa estourou do nada e a neném já estava encaixada para nascer”, explicou a genitora.
Segundo a mãe, que mora na cidade de Dois Irmãos do Buriti, interior de MS, após chegar na Maternidade Cândido Mariano e realizar os procedimentos para o parto de Zhayra, o médico responsável pelo caso deu apenas 72 horas de vida para a recém-nascida.
“No começo, eu entrei em desespero e só chorava. O que me manteve em pé durante todo o tempo foi minha fé em Deus e a equipe do hospital”, afirmou a mãe.
Logo após o nascimento Zhayra era tão pequena que cabia em uma única mão de adulto. E por isso, durante três meses após a data de nascimento, a menina recebeu tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Maternidade Cândido Mariano, onde permaneceu até o dia 21 de junho. Já Hugleia, de 32 anos, foi amparada pela Casa da Mãe Gestante.
Grata pela forma como foi atendida, Hugleia relembra o apoio que foi fundamental durante o tempo em que esteve no hospital.
“Só tenho a agradecer a todo mundo da Maternidade, tanto os funcionários da limpeza, da recepção, as enfermeiras e os médicos. Todo mundo me deu forças, principalmente a doutora Maria Cláudia, que é uma excelente pediatra. Se não fosse eles eu não conseguiria encarar três meses no hospital”, disse.
Para a psicóloga Jackeline Medeiros, histórias como o de Zhayra são comuns na Maternidade e o comprometimento da equipe é a garantia de sucesso, mesmo em prematuridade extrema. “Tivemos vários casos assim em 2019. Todo mundo aqui trabalha com vidas e dá o seu melhor. É o milagre do amor”, comentou a profissional.
“Estou muito feliz. A neném está saindo do hospital sem nenhum tipo de sequela e sem doenças, somente tomando vitaminas”, finalizou a mãe.






















