Caminhoneiros protestam contra paralisação de auditores da Receita Federal em Ponta Porã

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Publicado em 05/04/2018 17h15

Caminhoneiros protestam contra paralisação de auditores da Receita Federal em Ponta Porã

Desde o dia 1º de abril apenas cargas perecíveis estão sendo liberadas.

Da redação

Caminhoneiros fizeram um protesto em frente à sede da Receita Federal de Ponta Porã, no sul de Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (5), por causa da paralisação dos auditores fiscais que estão em greve.

Os caminhoneiros fizeram um buzinaço em frente ao órgão. Ruas próximas à aduana foram interditadas e o trânsito ficou lento. O que os caminhoneiros querem é mais mais agilidade na liberação das cargas.

Desde o dia primeiro de abril, somente cargas perecíveis estão sendo liberadas. Alguns caminhoneiros estão há 20 dias parados. Atualmente 44 procesos aguardam despacho, o que dá uma média de 125 caminhões.

A liberação de caminhões caiu de 90 para 40% por dia. A queda nos despachos começou esta semana. Sem viagem, os motoristas reclamam que não conseguem ter lucro.

O vice-prefeito de Ponta Porã, Caio Augusto de Moraes (PSD), comentou hoje os impactos da ‘Operação Tartagura’, realizada pelos auditores.

“A média de veículos liberados diariamente é de 60 caminhões e a paralisação tornou-se um impasse para todos os envolvidos. Nós reconhecemos as reivindicações dos auditores, mas, temos de lembrar que os caminhoneiros enfrentam condições inóspitas, sem banheiro ou locar para fazer comida. Além disso, nosso comércio está parado. Vamos buscar acordo com a Receita Federal e com os deputados para achar uma saída nesta situação”, pontua.

PALAVRA DO SINDICATO

O Presidente da Delegacia Sindical de Mato Grosso do Sul, Fábio Galizia, explicou que a paralisação será mantida enquanto não for cumprido o acordo entre servidores e governo federal, lembrando que o protesto começou em novembro de 2017.

“Essa mobilização não acontece somente em Ponta Porã, mas nas aduaneiras de todo país, incluindo também aeroportos e portos. Aguardamos então que o acordo formalizado em decreto presidencial seja cumprido”, argumenta.

Entre os acordos que não foram cumpridos, Galizia lembra a regulamentação do bônus de eficiência que deve ser incorporado ao pagamento, instituído em 2016 com objetivo de premiar o desempenho dos servidores. “Um direito firmado e que até agora não foi regulamentado”, pontua.

Sobre a determinação governamental de diminuir o número de fiscais no plantão noturno dos postos aduaneiros, o dirigente esclarece: “O governo voltou atrás, pelo menos temporariamente, e aceitaram nossa sugestão de que cada posto tivesse autonomia para definir com a equipe, a escala de trabalho”, finaliza.

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