
Quase R$ 700 milhões foram destinados à produção de materiais impressos e adesivos até 27 de setembro
As campanhas das eleições de 2026 já movimentaram mais de R$ 2,4 bilhões em despesas pagas, segundo dados disponíveis até este domingo (27). O levantamento reúne informações de quase 21 mil candidatos de todo o país e mostra que os materiais impressos continuam entre os principais destinos dos recursos usados na disputa.
Do total, quase R$ 700 milhões foram destinados à publicidade gráfica. Desse montante, R$ 528,9 milhões correspondem a materiais impressos, como panfletos, bandeiras e itens semelhantes, enquanto outros R$ 155,2 milhões foram gastos especificamente com adesivos.
A prestação de contas das campanhas é acompanhada pela Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza os dados por meio do sistema DivulgaCandContas, que permite consultar receitas e despesas de candidaturas e partidos. Para 2026, o tribunal também mantém uma base de dados aberta com informações detalhadas da prestação de contas.
Depois dos materiais impressos, a categoria que reúne serviços prestados por terceiros aparece com R$ 383,1 milhões em despesas. O grupo engloba diferentes atividades contratadas pelas campanhas.
O impulsionamento de conteúdos na internet aparece na sequência, com R$ 274,6 milhões declarados até 27 de setembro. Dentro desse segmento, o Facebook recebeu mais de R$ 193 milhões, segundo o levantamento.
As despesas com pessoal somam R$ 172,2 milhões, enquanto as atividades de militância e mobilização de rua chegam a R$ 167,7 milhões. A produção de programas de rádio, televisão ou vídeo acumula R$ 159,1 milhões.
Também aparecem entre os principais gastos os serviços advocatícios, com R$ 128,6 milhões; serviços contábeis, com R$ 75,3 milhões; e a cessão ou locação de veículos, que soma R$ 73,7 milhões.
Veja os principais gastos declarados
| Categoria | Valor |
|---|---|
| Publicidade por materiais impressos | R$ 528,9 milhões |
| Serviços prestados por terceiros | R$ 383,1 milhões |
| Impulsionamento de conteúdos | R$ 274,6 milhões |
| Despesas com pessoal | R$ 172,2 milhões |
| Militância e mobilização de rua | R$ 167,7 milhões |
| Produção de rádio, TV ou vídeo | R$ 159,1 milhões |
| Publicidade por adesivos | R$ 155,2 milhões |
| Serviços advocatícios | R$ 128,6 milhões |
| Serviços contábeis | R$ 75,3 milhões |
| Cessão ou locação de veículos | R$ 73,7 milhões |
| Locação ou cessão de imóveis | R$ 46,3 milhões |
Os valores são referentes às despesas declaradas até 27 de setembro e podem aumentar à medida que novas movimentações sejam registradas pelas campanhas. O TSE informa que candidatas, candidatos e partidos devem prestar contas de toda a movimentação financeira da campanha, conforme as regras eleitorais.
Como funciona a prestação de contas
A legislação eleitoral determina que as campanhas registrem receitas e despesas e apresentem essas informações à Justiça Eleitoral. O TSE disponibiliza os dados para consulta pública justamente para permitir o acompanhamento da origem dos recursos e da aplicação do dinheiro durante o período eleitoral.
Para as eleições de 2026, a prestação de contas parcial registrou as movimentações realizadas até 8 de setembro e foi divulgada publicamente a partir de 15 de setembro. Os dados posteriores continuam sendo registrados pelas campanhas nos sistemas da Justiça Eleitoral.



















