Outubro registra maior volume de chuva da história em Campo Grande, aponta Inmet

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(Foto: PMCG)

Capital superou o recorde anterior, de 2017, e terminou o mês como o segundo mais chuvoso de 2026

Campo Grande terminou outubro com o maior volume de chuva já registrado para o mês desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 2001. Foram 254 milímetros acumulados ao longo dos 31 dias, quase 70% acima da média esperada e o suficiente para superar o recorde anterior, registrado em 2017.

O volume também colocou outubro como o segundo mês mais chuvoso de 2026 na Capital, atrás apenas de fevereiro, quando foram contabilizados 265 milímetros.

Antes de outubro terminar, o volume de precipitação já havia ultrapassado a média prevista para o mês. Na primeira quinzena, estações de monitoramento da Capital registraram acumulados superiores aos 150 milímetros esperados, indicando que o período poderia fechar com números históricos.

Até então, o maior acumulado de chuva em outubro havia sido registrado em 2017, com 228,6 milímetros. O total de 2026 ficou 68,6% acima da média histórica mensal, estimada em 150,6 milímetros.

Novembro também deve ter chuva acima da média

A previsão é de que a instabilidade continue em Mato Grosso do Sul nos próximos meses. O prognóstico do Cemtec para o trimestre de novembro, dezembro e janeiro indica tendência de chuvas acima da média histórica, principalmente nas regiões centro-sul do Estado. Ao mesmo tempo, as temperaturas devem permanecer elevadas, com possibilidade de ondas de calor.

Segundo o órgão, a combinação entre o aquecimento durante o dia e o retorno gradual da umidade amazônica favorece a formação de tempestades, que podem ocorrer em períodos curtos, mas com chuva intensa, ventos fortes, raios e eventual queda de granizo.

A previsão mensal do Inmet também aponta chuva acima da média em áreas de Mato Grosso do Sul, com destaque para o sudoeste do Estado. O instituto estima que as temperaturas fiquem acima da média histórica em todas as regiões do país, com desvios mais expressivos no Centro-Oeste e no Sudeste.

O cenário também pode favorecer a agricultura. De acordo com o Inmet, a continuidade das chuvas em Mato Grosso do Sul tende a contribuir para a recuperação da umidade do solo, o desenvolvimento das lavouras de soja já implantadas e a manutenção das pastagens.