Campo Grande registra terceira maior queda no preço da cesta básica entre as capitais

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Publicado em 06/03/2018 14h02

Campo Grande registra terceira maior queda no preço da cesta básica entre as capitais , diz Dieese

Valor desembolsado para adquirir os 13 produtos da cesta caiu de R$ 384,26 para R$ 272,79 entre fevereiro e janeiro, sendo o tomate o produtor a ter o maior recuo, 16,26%.

G1 MS

Campo Grande registrou em fevereiro a terceira maior redução no preço da cesta básica entre as 20 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Na capital sul-mato-grossense, o desembolso para a aquisição dos 13 produtos que compõem a cesta pesquisada pelo Dieese no segundo mês de 2018 foi de R$ 372,79, valor 2,98% menor que os R$ 384,26 gastos em janeiro.

Apenas João Pessoa, na Paraíba, com 3,96% e Natal, no Rio Grande do Norte, com 3,20% contabilizaram retrações ainda maiores nos valores da cesta básica no mês passado.

Conforme o Dieese, dos 13 produtos da cesta básica, 9 registraram retração em Campo Grande em fevereiro.

O Dieese aponta que em relação ao tomate e a batata, que registram as maiores diminuições nos preços, que a boa safra abasteceu o mercado e fez com que o preço recuasse não somente em Campo Grande, mas na maior parte das capitais brasileiras.

Em contrapartida, quatro itens do grupo contabilizaram aumentos nos preços.

O Departamento destaca que no acumulado de 12 meses o preço da cesta básica em Campo Grande tem uma variação negativa com 3,27%.

A entidade aponta que o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu 42,47% de seu rendimento líquido (com o desconto previdenciário) para comprar os produtos da cesta.

Já em relação a cesta básica familiar, com produtos para atender o consumo mínimo de uma família com quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, o Dieese calcula que o custo ficou em fevereiro em R$ 1.118,37, o equivalente a 1,17 vezes o valor do salário mínimo.

Tomate roi produto da cesta básica a ter maior redução de preço em Campo Grande no mês de fevereiro (Foto: Arquivo/Fabiano Arruda)