10/11/2016 11h00
Campo Grande tem a maior inflação do país pelo 2º mês consecutivo
IBGE divulgou índice e Capital registrou alta de 0,53% em outubro
Correio do Estado
A inflação oficial em Campo Grande está com cenário de elevação e sofreu alta nos dois últimos meses deste ano. Em outubro, a Capital registrou o maior índice entre as demais cidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para formatar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O último boletim foi divulgado hoje e mostrou que Campo Grande está com inflação de 6,32% no ano, acima do que foi medido para oBrasil, de 5,78%. Para outubro, a alta registrada foi de 0,53%. Em setembro, a Capital já aparecia no topo das medições regionais, com alta de 0,48%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis apresentaram taxas superiores à média nacional. Os grupos referem-se a alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação.
Os preços com calçados, roupas, combustíveis, planos de saúde e manutenção em automóveis foram os que mais impactaram no bolso do consumidor campo-grandense.
A coordenadora de Índices de Preços ao Consumidor, Eulina Nunes, explicou que a alimentação é o que mais pesa no bolso das pessoas. Ela também ponderou que a carne é outro produto que influenciou na alta dos preços. “Houve uma pressão forte da carne, que ficou como o principal item de impacto. Está na entressafra do boi e os preços costumam aumentar”, apontou, em uma análise nacional.
O economista do Conselho Regional de Economia (Corecon) Tiago Queiroz de Oliveira, analisou com pessimismo os números da inflação em Campo Grande. Esse aumento sinaliza para barrar o consumo, principalmente neste final de ano, época tradicional de compras.
“Muitos de nós absorvemos essa inflação com redução do poder de compra. Agora para o final do ano as pessoas não vão deixar de comprar porque é uma época tradicional (de consumo), mas podem comprar menos e atrapalhar o comércio”, analisou.
No cenário macro, ele apontou que a alta da inflação pode fazer com que o Copom reveja a tendência de abaixar a taxa de juros. “O consumo é o que leva o país para frente, ao mesmo tempo a inflação é uma doença da economia”, afirmou.
O IPCA é medido pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos. A base de dados utilizada.
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