Cartilagem de tubarão, aloe vera e ginkgo biloba entram na lista de produtos proibidos pela Anvisa

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Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Resolução determina suspensão da venda e do uso de dezenas de suplementos comercializados sem registro sanitário.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda, distribuição e uso de dezenas de suplementos alimentares, além de medicamentos e lotes de oxigênio medicinal fabricados por cinco empresas, após identificar irregularidades como ausência de registro sanitário, problemas de qualidade e fabricação sem autorização. As medidas foram publicadas em resolução divulgada nesta quinta-feira (2).

Entre os produtos atingidos estão 36 suplementos da linha Greenora, comercializados pela empresa Segredos da Terra Cristais Ltda., incluindo Cartilagem de Tubarão, Ginkgo Biloba, Berberina, Isoflavona e Passiflora Incarnata. Segundo a Anvisa, os itens eram vendidos como medicamentos sem registro e a fabricante não possuía autorização de funcionamento para esse tipo de produção.

Outra medida atinge a empresa Supra Ervas Bebidas e Alimentos Ltda., responsável pelo Aloe Vera Max e por outros 36 extratos concentrados das linhas Bios 7 e SupraErvas. De acordo com a agência, os produtos eram comercializados sem registro, notificação ou cadastro, além de a empresa não estar autorizada a fabricar medicamentos.

A Anvisa também proibiu a fabricação, comercialização, importação, propaganda e uso de seis produtos vendidos pela Primenutri Comércio Virtual Ltda., entre eles Lipodrene, Ostarine, Cardarine e SLU-PP-332. Conforme a fiscalização, os produtos não possuíam registro sanitário e eram fabricados por empresa de origem desconhecida.

Além dos suplementos, a agência suspendeu quatro lotes do medicamento Cloridrato de Dobutamina 12,5 mg/mL, produzido pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. A decisão foi tomada após a identificação de partículas em suspensão, cristalização e alteração de cor nas ampolas, tanto antes quanto após a diluição, caracterizando desvio de qualidade.

Outra determinação envolve a IBG Cryo Indústria de Gases Ltda., que deverá recolher todos os lotes de oxigênio medicinal envasados até 11 de junho de 2026. Segundo a Anvisa, a empresa realizava o envase sem licenciamento sanitário e antes da validação dos processos de fabricação e dos métodos analíticos exigidos.

A resolução também atualiza a situação da Mayben Pharmaceutical Ltda. Após cumprir as exigências apontadas pela Vigilância Sanitária Municipal de Araraquara (SP), a empresa teve revogada a suspensão total de suas atividades. No entanto, continuam proibidos os suplementos Aqualev, Calcioben e Calcioben D, além dos produtos Lactben e Lactulose Nativida fabricados até 21 de junho de 2026.

Durante inspeção realizada em maio, fiscais encontraram falhas consideradas graves nas boas práticas de fabricação, como problemas estruturais, condições inadequadas de higiene, ausência de controle de temperatura e umidade, equipamentos danificados, matérias-primas vencidas ou deterioradas e utilização de embalagens inadequadas.

Segundo a Anvisa, os produtos fabricados antes da regularização permanecem proibidos, enquanto as demais medidas têm como objetivo proteger a saúde dos consumidores e impedir a circulação de produtos que não atendem aos requisitos de segurança e qualidade estabelecidos pela legislação sanitária brasileira.