Exames de vista “gratuitos” acendem alerta da Saúde em MS

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População pode denunciar práticas suspeitas; orientação é buscar atendimento seguro (Foto: Divulgação/SES)

Vigilância Sanitária aponta irregularidades e risco de prescrição errada de grau

Exames de vista rápidos, muitas vezes oferecidos como “cortesia” em lojas ou mutirões, acendem um alerta em Mato Grosso do Sul. A prática, cada vez mais comum, motivou a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul a emitir um aviso à população sobre riscos à saúde ocular e possíveis irregularidades nesse tipo de atendimento.

Segundo a pasta, por meio da Vigilância Sanitária, há preocupação principalmente quando o exame está condicionado à compra de óculos. Nesses casos, pode haver conflito de interesses e maior risco de prescrição incorreta de grau, o que compromete a qualidade da avaliação.

De acordo com o órgão, a oferta de exames gratuitos ou a preços reduzidos vinculados à venda de lentes e armações pode resultar em atendimentos sem o rigor técnico necessário. Entre as irregularidades identificadas estão locais sem estrutura adequada, uso de equipamentos fora dos padrões exigidos e atuação de profissionais sem qualificação conforme a legislação sanitária.

O gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, reforça a importância de atenção por parte dos pacientes. “Quando o exame de vista está condicionado à venda de óculos, existe um claro conflito de interesses, que pode comprometer a qualidade da avaliação e levar a prescrições incorretas. A recomendação é buscar serviços regularizados, que garantam uma avaliação técnica adequada e segura”, afirma.

Outro ponto destacado é o risco de agravamento de doenças oculares. Sem avaliação adequada, problemas de visão podem não ser identificados corretamente ou até evoluir, prejudicando a saúde do paciente.

A SES ressalta que a fiscalização, tanto no âmbito estadual quanto municipal, busca garantir que os serviços sejam prestados com segurança, eficácia e dentro das normas vigentes, além de proteger o consumidor contra práticas abusivas.

A população também pode colaborar com a fiscalização. Casos suspeitos, como exames condicionados à compra de produtos, podem ser denunciados de forma anônima pelos canais oficiais da secretaria, como telefone e e-mail.

A orientação final é clara: procurar sempre serviços de saúde regularizados e confiáveis, garantindo diagnóstico correto e atendimento seguro.