O enfermeiro Willian Góes Abbade, 36 anos, acusado envolvido em racha que causou morte de jovem no último sábado (15), teve 2º pedido de liberdade negado no TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS). O revés, que marca segundo pedido de liberdade negado nesta semana, foi dado pelo desembargador da 3ª Câmara Criminal, Luiz Claudio Bonassini da Silva. Ele apontou que não cabe liberdade provisória no caso, mesmo que o acusado seja réu primário. A defesa do jovem já havia recorrido e também perdido liminar na última segunda-feira (18).
Abbade, conforme testemunha disseram a polícia civil, teria participado de racha na Avenida Júlio de Castilho, que resultou em colisão e derrubada de um poste, que com impactou matou Roberta da Costa Coelho, 25 anos, e ainda feriu outras cinco pessoas que estavam no carro, incluindo o rapaz. O então suspeito teve decretada prisão em flagrante, no último sábado, apesar de internado na Santa Casa, em estado grave. Ele que deve responder por homicídio, teve a prisão convertida para Preventiva na segunda-feira, conforme o Enfoque MS noticiou.
A decisão de Bonassini, foi proferida na noite desta quarta-feira (20), onde o magistrado sustentou que “cabe ressaltar que embora as condições pessoais favoráveis, estas por si sós, não tem o condão de revogar a prisão cautelar” e que não tem havido “a presença de qualquer constrangimento ilegal”, que é o que poderia garantir o Habeas Corpus.
O advogado de defesa, Waldir Ferreira da Silva Filho, como na primeira vez, nesta tentativa de Habeas Corpus, registrou que seu cliente, “trata-se de paciente primário, com endereço fixo, e emprego licito, demonstrando efetivamente que não há risco de que em liberdade irá empreender fuga, furtando-se da futura aplicação da lei penal”. Bem como, acrescentou agora, que o rapaz está em estado grave, respirando com ajuda de aparelhos e trauma que pode ocasionar sequelas.
Assim, o pedido versava para adoção de medidas cautelares como tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar. “Diante do quadro de saúde do paciente, necessária se faz a substituição da prisão preventiva em prisão domiciliar, para que este tenha adequado tratamento médico”, disse o advogado.
Motorista estaria a mais de 180 km/h antes de acidente
Conforme a polícia, a suspeita é de que o motorista dirigia a 180 km/h quando perdeu o controle da direção na curva, perto do cruzamento com a Rua Antônio Ferreira Damião, invadiu a calçada e atingiu o poste.
O delegado plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, Rodrigo Camapum, disse que seis pessoas ocupavam o Ford Ka branco, sedan. Com o impacto da batida, o poste chegou a ficar suspenso pela fiação e equipes da Energisa – concessionária de distribuição de energia elétrica – foram acionadas. Ocupantes do veículo teriam sido arremessados, entre eles, a vítima fatal.
No Ford Ka, estavam o condutor, William Goes Abbade; Loraine Fernandes Marçal, 23 anos, estava no banco do passageiro e, atrás, estavam Jheyson Viturino Martins, 19 anos, Matheus da Silva Alves, 19 anos, Aline da Silva Xavier, 24 anos, Andréia da Silva Xavier, 33, e Roberta da Costa Coelho, que foi a óbito.
O racha foi confirmado por um dos sobreviventes do acidente, em depoimento preliminar dado à Polícia Civil. O velocímetro do carro parou em 105 km/h. Uma outra testemunha entrou em contato com a Polícia Civil e disse ter presenciado os dois condutores disputando racha e conseguiu anotar a placa do Gol, que teria ‘fugido’ do local.
A polícia já identificou o proprietário do veículo. O delegado disse que este condutor também será indiciado, em flagrante, por participar do racha.
Dos feridos, três permanecem internados: William, ainda em estado grave, e as irmãs Aline e Andreia, que estão fora de risco.





















