Copom decide manter Selic em 6,5% ao ano

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Publicado em 01/08/2018 17h09

Copom decide manter Selic em 6,5% ao ano

Decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central já era esperada pelo mercado financeiro. Esta é a terceira vez seguida que o Copom decide não alterar a taxa básica de juros.

G1

Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (1º) manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,5% ao ano.

A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Esta é a terceira vez seguida que o Copom decide não alterar a taxa Selic.

A taxa está no menor patamar desde o início do regime de metas para a inflação, adotado em 1999.

De outubro de 2016 a março de 2018, a Selic foi reduzida 12 vezes seguidas, passando de 14,25% ao ano para 6,5% ao ano.

Em maio deste ano, em meio à volatilidade do câmbio e das turbulências do cenário externo, o Comitê pôs fim ao ciclo de cortes nos juros.

A expectativa dos analistas é que a taxa seja mantida neste patamar até o fim de 2018 e chegue a 8% em 2019.

Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve como referência para todas as demais taxas cobradas das famílias e empresas.

Apesar de a taxa estar no menor nível da série histórica, os bancos ainda cobram caro pelo crédito. Modalidades como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito têm juros de cerca de 300% ao ano.

A cada 45 dias, o Copom se reúne para calibrar o patamar da taxa Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Inflação

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. O sistema prevê uma margem de tolerância, para mais ou para menos. Por isso, a meta é considerada formalmente cumprida pelo Banco Central se ficar entre 3% e 6%.

A estimativa mais recente do Banco Central é de que a inflação fique em 4,2% neste ano. Os economistas projetam inflação de 4,11%.

Quando a inflação está alta ou indica que vai ficar acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito (financiamentos, empréstimos, cartão de crédito), freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação cai.

O Copom reduz os juros quando avalia que as perspectivas para a inflação estão em linha com as metas determinadas pelo CMN.

A taxa é mantida quando o Copom identifica o cenário vigente como positivo, mas identifica possíveis riscos para o cumprimento da meta de inflação no futuro, que exigem cautela.

Copom decide manter Selic em 6,5% ao ano

Fonte: BC