O pedido de habeas corpus foi protocolado na noite de ontem (27)
28/09/2019 09h11
Por: Redação
A defesa do empresário e pecuarista Jamil Name e seu Jamil Name Filho pediu ainda na noite de ontem (27) ao desembargador plantonista do Tribubal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Sideni Soncini Pimentel, para que conceda a liberdade dos clientes que foram presos no início da manhã, durante a operação Omertá. Até o momento não há nenhuma decisão sobre o habeas corpus.
Os investigados foram presos pela força-tarefa da Polícia Civil e Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga grupo de extermínio e milícia armada.
Além dos mandados de prisão preventiva contra pai e filho, os policiais apreenderam na casa do empresário uma pistola 9mm sem origem comprovada e no haras dele, uma espingarda calibre 12.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão.
Entre os mandados cumpridos mandados, foram presos policiais civis, guardas municipais, militar da reserva do Exército Brasileiro, policial federal e advogados.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram apreendidos, em poder do investigados, mais armas de fogo, munição, aparelhos celulares, computadores, documentos e o dinheiro e cheques.
O nome da operação é um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do Sul da Itália. Fundamenta-se num forte sentido de família e num voto de silêncio que impede cooperar com autoridades policiais ou judiciárias, seja em direta relação pessoal como quando fatos envolvem terceiros.
Investigação
A operação é resultado de investigações que começaram após a morte, por engano, de Matheus Xavier, ocorrida no dia 9 de abril, em Campo Grande. Ele era filho do ex-capitão da Polícia Militar, Paulo Roberto Xavier, que já foi condenado por envolvimento com caça-níquel.
Após a execução dele, a Polícia Civil criou uma força-tarefa para apurações sobre execuções na capital. Um mês depois, os policiais apreenderam um arsenal com um guarda municipal.
A força-tarefa ainda investiga se há ligação com o grupo de extermínio e milícia armada, os assassinatos do sub-tenente reformado da PM Ilson Martins Figueiredo, que trabalhava como chefe de segurança da Assembleia Legislativa; e de Orlando da Silva Fernandes, ex-segurança do traficante paraguaio Jorge Rafaat.





















