Eleições 2026 terão quase 919 mil brasileiros votando fora do país

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(Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil)

Estados Unidos concentram o maior número de eleitores, seguidos por Portugal, Japão, Canadá e Alemanha

Quase 919 mil brasileiros que vivem fora do país estarão aptos a participar das Eleições 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 eleitores com domicílio eleitoral no exterior poderão votar em 186 cidades de 134 países no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

O eleitorado que vive fora do Brasil representa pouco mais de 0,5% dos 158,7 milhões de eleitores aptos em todo o país. Diferentemente de quem possui domicílio eleitoral no Brasil, os brasileiros registrados no exterior votam exclusivamente para presidente e vice-presidente da República.

Caso haja segundo turno, a votação será realizada em 25 de outubro.

Eleitorado no exterior cresceu 31,8% desde 2022

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem aumentando a cada eleição geral. Em 2022, eram 697.078 eleitores. Para 2026, o contingente chegou a 918.876, crescimento de 31,82%, ou 221.798 pessoas a mais.

Na comparação com 2010, quando havia cerca de 210 mil eleitores registrados no exterior, o aumento chega a aproximadamente 358%.

Em 2014, eram pouco mais de 354 mil brasileiros aptos a votar fora do país. O número chegou a cerca de 500 mil em 2018 e avançou para quase 700 mil em 2022.

Estados Unidos concentram maior número de eleitores

Os Estados Unidos são o país com o maior eleitorado brasileiro fora do Brasil. Segundo dados do TSE, são cerca de 265,4 mil eleitores registrados no país.

Na sequência aparecem Portugal, com aproximadamente 134,7 mil; Japão, com 88,3 mil; Canadá, com 46,4 mil; e Alemanha, com 41,5 mil.

Os três primeiros países concentram mais da metade do eleitorado brasileiro registrado no exterior.

Mulheres são maioria

As mulheres representam 57% do eleitorado brasileiro residente no exterior, enquanto os homens correspondem a 43%. São aproximadamente 528 mil mulheres e 391 mil homens registrados para votar fora do país.

Em relação ao estado civil, os solteiros representam 52% do eleitorado. Os casados correspondem a 42%, os divorciados a 6% e os viúvos a 1%.

O cadastro eleitoral também registra 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% do total.

Ensino superior completo é maioria entre os níveis de escolaridade

Entre os eleitores brasileiros no exterior, o grupo com ensino superior completo representa 38% do total.

Na sequência estão os eleitores com ensino médio completo, que correspondem a 29%, e aqueles com ensino superior incompleto, com 13%.

Também aparecem no cadastro pessoas com ensino médio incompleto (10%), ensino fundamental completo (5%), ensino fundamental incompleto (3%) e aquelas que sabem ler e escrever (1%).

A faixa etária com maior concentração de eleitores é a de 40 a 44 anos. Depois aparecem os grupos de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

Como será a votação no exterior

As eleições fora do Brasil são organizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), com apoio das embaixadas, consulados e missões diplomáticas.

Em 2026, haverá seções eleitorais em 186 cidades de 134 países. Os locais funcionam principalmente em representações brasileiras, mas podem ser instalados em outros espaços autorizados pela Justiça Eleitoral.

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário, como regra, que a circunscrição tenha pelo menos 30 eleitores aptos. Quando esse número não é alcançado, a Justiça Eleitoral pode agregar a seção a outra localidade, conforme as regras estabelecidas para o pleito.

O TSE disponibiliza a consulta aos locais de votação por meio dos canais oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo o e-Título.

E quem estiver no exterior, mas tiver título no Brasil?

A situação é diferente para quem mantém o domicílio eleitoral no Brasil e estará fora do país no dia da eleição.

Nesse caso, não é possível simplesmente transferir temporariamente o título para uma seção eleitoral no exterior. O eleitor deverá justificar a ausência, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

Já quem possui título registrado na Zona Eleitoral do Exterior (ZZ) e estiver no Brasil pode, em determinadas condições, utilizar o voto em trânsito para a eleição presidencial. A votação em trânsito no exterior, por sua vez, não é permitida.

Justificativa da ausência

O eleitor com domicílio eleitoral no exterior que não comparecer à votação pode apresentar justificativa pelos canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

O TSE mantém serviços específicos para o eleitorado que vive fora do Brasil, incluindo consulta da situação eleitoral, alteração de endereço, transferência do domicílio e apresentação de justificativa.

A Zona Eleitoral do Exterior, vinculada ao TRE-DF e localizada em Brasília, é responsável pelo cadastro e pelo atendimento desse eleitorado.

Serviço

Eleições 2026 – votação no exterior

1º turno: 4 de outubro
2º turno, se houver: 25 de outubro
Eleitores aptos no exterior: 918.876
Países: 134
Cidades com votação: 186
Cargos: presidente e vice-presidente da República