O Advogado Helder da Cunha Rodrigues, preso desde última segunda-feira (19) por envolvimento na morte de policial militar Luciano Abel de Carvalho Nunes, 29 anos, em acidente de trânsito, escreveu carta de próprio punho manifestando arrependimento e desculpas à família da vítima. (Leia a carta na íntegra ao final da reportagem).

Recolhido em uma sala especial para advogados no Presídio Militar Estadual, no Jardim Noroeste, o advogado em uma folha de caderno, não descartou a culpa e se apresenta como “homem que busca receber perdão”. “Não estou discutindo conduta ou razão, mas meus atos contribuíram na morte de alguém muito importante para a sociedade, peço perdão a família e amigos e a instituição a qual me representa, a Ordem dos Advogados do Brasil, bem como a todos que de alguma forma sofreram ao receber essa notícia. Peço perdão a Deus, a minha família, amigos e conhecidos, muitos sabem da minha índole do quanto eu batalhei e lutei para me tornar advogado (sic)”, diz trecho. 

A carta foi entregue ao defensor Pedro Paulo Sperb Wanderley. Segundo ele, essa “foi a maneira que Helder encontrou, privado da liberdade, de contar a sua conversão e mostrar a pessoa que é: batalhadora, guerreira e que sempre buscou o correto, mas acabou se envolvendo em trágico acidente”. 

De acordo com Pedro Paulo, a carta será juntada aos autos do processo em momento oportuno. Uma nova tentativa de revogação da prisão ainda está sendo analisada, e deverá ser apresentada na próxima semana.

Acidente 

Helder dirigia um Cobalt quando colidiu na moto XJ6 600 cilindradas que era conduzida pelo PM Luciano Abel de Carvalho Nunes, de 25 anos. O acidente ocorreu no cruzamento da Avenida João Arinos com a Rua Centáurea, na saída para Três Lagoas, na madrugada de segunda-feira (19).

Com o impacto, o corpo do policial militar foi lançado a cerca de 30 metros do ponto de colisão. O motorista fugiu a pé do local e depois acabou preso na delegacia de Polícia Civil próxima da região, no Bairro Tiradentes. Ele alegou que teve medo de ser agredido.

No depoimento, Helder admitiu que havia bebido quatro doses de vodca, além de ser contatada a embriaguez pelo teste de bafômetro. No carro, foi achada meia garrafa da bebida.

O motorista não tinha habilitação para dirigir veículos e sim motocicletas, de acordo com a informação divulgada pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Em carta de de próprio punho, advogado pede perdão por morte de PM em acidente
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