O advogado, Helder da Cunha Rodrigues, de 38 anos, que se envolveu em acidente na manhã desta segunda-feira (19), e matou o policial militar Luciano Abel de Carvalho Nunes, de 29 anos, foi transferido para o Presídio Militar Estadual e ficará em uma sala destinada para advogados denominada sala de Estado-Maior, que é para advogados que aguardam sentença.

O espaço foi criado há dois anos para que advogados fiquem recolhidos quando acusados de algum tipo penal. Conforme o artigo 7º, inciso V, do Estatuto de Advocacia (Lei nº 8.906/94), o advogado tem o direito a “instalações e comodidades condignas” e o artigo prevê que ele não seja preso, mas aguarde a sentença na sala.

O acidente aconteceu por volta das 4 horas desta segunda, e  acabou na morte de Luciano. O militar estava na sua motocicleta Yamaha XJ6 cinza, na rua Centáurea para entrar na Avenida Ministro João Arinos e o carro Cobalt, de cor branca, estava vindo na avenida e quando a motocicleta atravessou houve a colisão. O militar morreu no local, durante atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiro.

O motorista não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e segundo informações do Detran, ele era habilitado apenas na categoria A (moto) e mesmo assim o documento estava vencido desde 2015.

Ele também estava embriagado, sendo que o teste do etilômetro deu como resultado 0,79 mg/l. No caso de Helder, a polícia encontrou uma garrafa de vodka pela metade.

O advogado, após acidente, tentou fugir a pé, mas foi localizado e preso. O caso está sendo registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol.

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