Após um ano de ser ‘descoberto’, denunciado e preso, o fonoaudiólogo Wilson Nonato Rabelo Sobrinho, 31 anos, foi julgado nesta quarta-feira (5), sendo condenado a primeira pena, de outras que podem vir, por acusações e até flagrante de abusos sexuais e pedofilia em consultas. Absurdamente e criminoso duplamente, ele usava a profissão e momento de trabalho com crianças e adolescentes para estuprar durante atendimentos. O ainda jovem, mas criminoso homem, ficará inicialmente condenado a 25 anos de prisão. Contudo, ele foi acusado e ainda responde por mais sete ações por estupro de vulnerável (Veja abaixo, acesse todo histórico, em matérias sobre o caso).
A pena foi proferida pelo juiz Robson Celeste Candeloro, da Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente, que fixou essa penalidade em 25 anos ante o então ‘profissional’ ter sido julgado por crimes cometidos contra menino de 8 anos. Este caso, foi o primeiro denunciado e que levou Wilson Sobrinho à prisão no dia 9 de março de 2022 ante atos que são considerados estupros, mesmo que não dado a conjunção carnal entres partes intimas. O estupro é praticado com outros toques físicos e mental, acima de tudo ante menores de idade dos 14 anos, que é tipificado como estupro de vulnerável.
A sentença, proferida ontem, mostra que o magistrado registrou que o fonoaudiólogo admitiu apenas ter mandado o paciente ‘abaixar a cueca’, mas que a confissão é suficiente para chegar a conclusão de que o homem violentou o garoto sexualmente. “Houve confissão perante este juízo apenas quanto à contemplação lasciva. Mas, é o que basta para concluir ser induvidosa a autoria do delito em questão”, ressaltou.
O juiz Candeloro destacou ainda que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já entendeu anteriormente que a “contemplação lasciva” configura “ato libidinoso”, “sendo irrelevante, para a consumação dos delitos, que haja contato físico entre ofensor e ofendido”.
Palavra de criança e vitima
Candeloro também anotou ainda que mesmo não havendo confissão, a palavra da vítima tem peso de prova em processos do tipo. Por fim, o magistrado fez outra duas observações: de que “a versão apresentada pela vítima encontra eco nos demais depoimentos” e que “não há elementos nos autos que demonstrem que alguma pessoa possa ter implantado falsas memórias na vítima”.
A situação do fonoaudiólogo piorou ainda mais com a vitima, o menino, contando em depoimento que Wilson Nonato o mandava deitar em maca, abria sua calça e manipulava seu pênis.
A defesa de Nonato chegou a alegar que o flagrante foi armado, mas o argumento não tem respaldo legal para anular a prisão, segundo o juiz. No mais, o advogado pediu apenas a aplicação da pena mínima ao cliente, já que ele confessou.
Pedófilo descoberto e prisão
Wilson Nonato foi preso na tarde de uma quarta-feira, na clínica onde trabalhava, no Centro de Campo Grande, depois que a mãe de um dos pacientes dele o denunciou pelos abusos sexuais contra o filho. A mulher conta que foi avisada pelo irmão mais velho da vítima sobre o que acontecia com o caçula sempre que ela saía da sala, durante os atendimentos semanais.
Ela foi até o estabelecimento e ficou aguardando na sala de espera, até que o garoto de 8 anos saiu correndo da sessão, dizendo que o profissional havia passado a mão nele. A PM (Polícia Militar) foi acionada e depois da divulgação do primeiro caso pela imprensa, vários pais começaram a procurar a polícia.
Durante a investigação, foram ouvidas pelo menos 40 crianças atendidas pelo fonoaudiólogo e ele foi indiciado em sete inquéritos policiais por estupro de vulnerável (artigo 217-A) do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
As vítimas tinham entre 4 e 8 anos de idade, todos meninos, que foram atendidos por ele em sessões de fonoaudiologia. Conforme a investigação, Wilson aproveitava do fato de estar sozinho com as crianças, passava a mão nelas, se masturbava e ainda filmava alguns dos abusos praticados.
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