
Novo julgamento está marcado para o dia 29 e envolve condenação de cinco anos e três meses de prisão por perseguição armada
gado da ex-deputada, Eduardo Maurício, afirmou que espera uma nova rejeição do pedido de extradição. Segundo ele, a defesa questiona as garantias processuais e alega desrespeito aos direitos humanos e a princípios fundamentais.
O advogado também informou que prepara duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão do nome da ex-parlamentar dos registros da Interpol. A defesa sustenta que as condenações brasileiras são ilegais e teriam sido motivadas por perseguição política e parcialidade de ministros do STF.
Essas alegações são posições da defesa e não representam, por si só, o entendimento definitivo das autoridades judiciais brasileiras ou italianas sobre o novo pedido.
Condenação por perseguição armada
O processo que será analisado em outubro trata de um episódio ocorrido em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
Na ocasião, Zambelli se envolveu em uma discussão com o jornalista Luan Araújo após um ato político e o perseguiu pelas ruas do bairro dos Jardins com uma pistola em punho.
O STF condenou a então deputada a cinco anos e três meses de prisão. A decisão foi aprovada por nove votos a dois pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e por dez votos a um pelo crime de constrangimento ilegal com emprego de arma.
Em junho de 2026, o ministro Gilmar Mendes, relator desse processo no Supremo, encaminhou documentos às autoridades italianas para fundamentar o pedido de extradição. Na ocasião, defendeu a regularidade do julgamento e destacou que a condenação havia sido confirmada por ampla maioria.
Entre as garantias apresentadas pelo Brasil estão a previsão de cumprimento da pena na Penitenciária Feminina de Brasília, o acesso da ex-deputada a advogados e familiares e à representação diplomática italiana, além da possibilidade de envio periódico de informações às autoridades daquele país, mediante solicitação formal.
Primeiro pedido envolvia invasão ao sistema do CNJ
A condenação que motivou o primeiro pedido de extradição foi relacionada à invasão dos sistemas do CNJ, em que foi inserido um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.
Ao rejeitar a extradição em maio, a Justiça italiana apontou questionamentos sobre a atuação de Moraes no processo, considerando que ele era o julgador e também a pessoa diretamente atingida pelo documento falso.
A nova análise, marcada para 29 de outubro, trata de outro processo: o da condenação por perseguição armada. O resultado poderá definir os próximos passos do pedido brasileiro para que Zambelli retorne ao país e cumpra a pena.




















