Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de três pessoas que realizavam o saque do salário-maternidade rural, concedido mediante fraude, em uma agência de Campo Grande. O flagrante ocorreu na terça-feira (12), após investigação que contou com a participação do Núcleo de Inteligência Previdenciária do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Segundo consta, o grupo utilizava documentação falsa para conseguir aprovar benefícios previdenciários. Os suspeitos presos poderão responder por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documentos e associação criminosa. As autoridades acreditam que outras pessoas possam estar envolvidas no esquema, por isso, a investigação continua.
O salário-maternidade rural é um benefício previdenciário pago pelo INSS às trabalhadoras rurais (seguradas especiais) que se afastam de suas atividades por motivo de nascimento de filho, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Não é necessário ter contribuído para o INSS com pagamentos mensais, mas é obrigatório comprovar a atividade rural.
O INSS informou que vem intensificando ações de combate a fraudes e realizando forças-tarefa para reduzir filas e acelerar análises legítimas de requerimentos. Neste mês, o órgão lançou uma mobilização nacional para concluir mais de 61 mil pedidos de salário-maternidade que aguardavam resposta há mais de 30 dias.
Há 26 anos, a Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto no combate a crimes contra o sistema que concede aposentadorias, pensões e benefícios sociais no Brasil. Cabe à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social detectar e analisar os indícios de crimes e fraudes organizadas





















