29/08/2019 11h04
Por: Redação
Depois de mais uma ação de invasão em uma área particular localizada nas proximidades do Jardim Monte Carlo em Dourados, na tarde de ontem(28), a Polícia Militar foi acionada para evitar um possível confronto entre indígenas, proprietários e seguranças.
Segundo apurado pela reportagem do EnfoqueMS, as invasões estão se tornando rotina naquela região, que fica nas proximidades do anel viário (perimetral norte).
Já foram contabilizados cinco casos, somente no mês de agosto, logo depois que a Polícia Militar começou trabalhos de prevenção e repressão nas aldeias urbanas da cidade.
O primeiro caso foi registrado no dia 2 de agosto, quando policiais militares foram averiguar uma denúncia de invasão e incêndio a uma área particular na região da perimetral norte.
Um grupo de indígenas que estariam encapuzados, receberam os militares de posse de foices e arremesso de pedras e paus. A ocorrência foi gerenciada e controlada, inclusive com apoio do Corpo de Bombeiros.
Dias depois, 14 de agosto, outra equipe da PM em patrulhamento pela aldeia Bororó foi alvo de disparos de arma de fogo, sendo localizados nas imediações do local, seis cartuchos deflagrados de munições calibre 38. Ninguém foi ferido e não houve prisões.
Dia 19 de agosto, policiais foram acionados novamente para verificar uma situação de invasão e incêndio na mesma área particular na região da perimetral norte.
Foi acionado o corpo de bombeiros para controlar o incêndio. Indígenas relataram a equipe policial que seriam de Miranda e Aquidauana e que voltariam a invadir as terras.
Passado quatro dias, em 23 de agosto, nova invasão foi registrada. Desta vez, o dono da propriedade rural na mesma região das outras invasões relatou que índios estariam em suas terras e teriam ateado fogo na plantação.
Ao verificar o fato, os policiais foram alvos de disparos de arma de fogo. Ninguém se feriu e não foi encontrado o autor da ação.
Ontem (28), houve novo registro de invasão de terras, por um grupo de formado de 15 indígenas. Segundo relatos de alguns deles, o movimento estaria sendo orquestrado com a presença de índios que não pertencem às reservas de Dourados.
Ainda foi apurado, que comunidades indígenas das aldeias Bororo e Jaguapiru não tem envolvimentos nos casos de invasão e inclusive vêm as lideranças trabalhando através do Conselho Comunitário de Segurança para pacificar os conflitos com o apoio da Polícia Militar no patrulhamento da região.











