O magistrado da Justiça do RN determinou ele seja devolvido ao estado em até 30 dias
06/12/2019 18h58
Por: Redação
O juiz federal Walter Nunes da Silva Junior, de Mossoró (RN), indeferiu o pedido de inclusão definitiva de Jamil Name no presídio federal daquela cidade e o preso deve voltar a Campo Grande em até 30 dias.
Segundo à Justiça, sistema prisional federal não oferece o tratamento de fisioterapia que Jamil Name necessita, o que somado ao seu quadro de saúde, torna a unidade inapropriada para abrigá-lo. Name foi transferido da penitenciária federal de Campo Grande para o presídio de Mossoró no dia 30 de outubro.
O juiz manifestou em seu despacho que ele tem 80 anos de idade e uma série de problemas de saúde e em razão desse quadro, que Jamil Name precisa não só de acompanhamento médico, mas também de fisioterapia, devido à dificuldade de andar e problemas com a respiração.
“Como se percebe, a penitenciária federal não oferece os tratamentos de fisioterapia que o preso necessita, que somado ao problema no membro inferior esquerdo que ocasiona quedas com sérios riscos de fraturas, torna o cárcere federal inapropriado para abrigá-lo”, pontuou o juiz.
Com isso, Name deve ser transferido num prazo de 30 dias de volta ao Presídio Federal de Campo Grande.
O magistrado decidiu de forma diferente quanto aos policiais civis Márcio Cavalcanti da Silva, o “Corno”, 63 anos, e Vladenilson Olmedo, o “Vlad”, 60 anos. Eles vão ficar em Mossoró por pelo menos 360 dias.
Para Name Filho, 42 anos, foi estipulado o mesmo prazo dos policiais,360 dias para a medida, e que durante todo esse período ele ficará no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Operação Omertà
A Operação Omertà, que combate milícia armada especializada em crimes de pistolagem, está em andamento desde o fim de setembro, onde segundo Gaeco, Jamil Name e seu filho, são apontados como chefes da milícia.
Para o Gaeco, a organização criminosa é responsável por encomendar pelo menos três execuções em Campo Grande, sendo do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, ocorrido em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril deste ano.











