A transferência ocorreu neste sábado à tarde. Eles ficarão no Regime Disciplinar Diferenciado por seis meses.
12/10/2019 16h41
Por: Redação
Os empresários Jamil Name e seu filho, Jamil Name Filho, presos há duas semanas após deflagração da Operação Omertà, que aconteceu na manhã do dia 27 de setembro, foram transferidos na tarde deste sábado (12), do Centro de Triagem, no Complexo Penitenciário estadual para o Presídio Federal de Campo Grande, por equipe do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Além deles, considerados chefes de mílicia armada que cometeu homicídios em Campo Grande, foram transferidos para o local outros dois suspeitos de fazerem parte da cúpula da organização, ocupando o cargo de gerentes, o policial aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o Vlad, e o investigador da Polícia Civil lotado da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Márcio Cavalcanti da Silva.
Os quatro foram presos por uma força-tarefa do pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras), com apoio da Polícia Militar do estado para desarticular a suposta organização criminosa.
Eles vão ficar no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) por seis meses, onde já está Marcelo Rios, Guarda Municipal preso em maio, com arsenal de armas usados nos homicídios da milícia. Nesse regime ficarão em celas individuais, com limitações ao direito de visita e do direito de saída da cela. Existe ainda a possibilidade de que sejam transferidos separadamente para outras unidades federais no país.
A transferência dos presos foi solicitada pela Polícia Cvil, na última semana e teve parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e também de juiz estadual, mas ainda aguardava o parecer do juiz federal, que foi dado nesta semana.
No pedido formulado, aponta a impossibilidade do sistema estadual de custodiar essas lideranças da organização e impedir que eles planejem atentados contra pessoas que trabalham nas investigações.
Para o Gaeco, a organização criminosa é responsável por encomendar pelo menos três execuções em Campo Grande, sendo do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, ocorrido em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril deste ano.





















