Publicado em 17/04/2018 18h41
Julgamento de três acusados na Operação Coffee Break é adiado para próxima semana
Desembargador pediu vistas dos casos de Flávio César e Otávio Trad para analisar melhor antes de votar. O processo de um ex-vereador de Campo Grande nem entrou em pauta.
G1 MS
A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) iria julgar nesta terça-feira (17) mais três processos de acusados na Operação Coffee Break, mas dois foram adiados para a próxima semana e um nem entrou na pauta.
O presidente da 1ª Câmara Cível e relator dos processos, desembargador Sérgio Martins, negou o pedido das defesas de Flávio César (PSDB) e do vereador Otávio Trad (PTB). Eles queriam o arquivamento do processo por improbidade administrativa, mas o relator afirmou que as movimentações financeiras não eram compatíveis com a realidade de Otávio.
A defesa de Otávio Trad disse que o dinheiro da conta do vereador é fruto do trabalho dele na Câmara Municipal de Campo Grande.
O julgamento foi adiado por causa de um pedido de vistas do desembargador Marcelo Raslam para analisar o processo antes de votar. O processo do ex-vereador Airton Saraiva (DEM) nem chegou a entrar em votação e foi adiado.
Até agora sete acusados foram liberados pelo Tribunal de Justiça. Por enquanto, apenas as denúncias que envolvem os ex-vereadores Jamal Salém (PR) e Waldecy Nunes, o chocolate (sem partido) foram aceitas pela Justiça.
Operação
A operação foi deflagrada em 2015 para apurar suposto esquema de propinas e compra de voto na Câmara Municipal de Campo Grande para cassar o ex-prefeito Alcides Bernal, em 12 de março de 2014.
No dia da operação, nove vereadores foram conduzidos para prestar depoimento na sede do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), além de afastar dos cargos o então prefeito Gilmar Olarte (PP) e o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar Fonseca (MDB).
Promotores analisaram o período do segundo semestre de 2013 até depois da cassação. Três pessoas, indiciadas por corrupção ativa, atuaram para angariar votos para a cassação, realizando reuniões e oferecendo vantagens. Houve inclusive compra de apoio para afastar Bernal.
Todas essas pessoas movimentaram duas a três vezes dos ganhos anuais. Segundo o Gaeco, um vereador declarou ter recebido R$ 393 mil no ano de 2013 e movimentou em suas contas R$ 4,3 milhões.
Cinco pessoas foram identificadas como articuladoras do esquema. Elas são ligadas à área empresarial e da área política, que efetivamente desenvolveram uma postura mais ativa.
Nesse mesmo dia, Bernal voltou à administração municipal após um ano e cinco meses da cassação. O pepista tentou a reeleição em 2016, mas obteve 26,01% dos votos no primeiro turno e ficou fora do segundo.





















