Justiça nega recurso e determina prisão imediata de Eduardo Azeredo

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Publicado em 22/05/2018 14h40

Justiça nega recurso e determina prisão imediata de Eduardo Azeredo

Defesa quer que mandado de prisão só seja cumprido após análise de recurso especial; desembargadores analisam a questão

R7

O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) negou, por unanimidade, na tarde desta terça-feira (22), o recurso do ex-governador e ex-senador mineiro Eduardo Azeredo, contra a condenação dele no caso mensalão mineiro. Os cinco desembargadores também decretaram a prisão imediata do político.

Agora, os magistrados analisam se o tucano deve ir para uma cela especial, assim como aconteceu com o ex-presidente Lula, em Curitiba.

Cinco desembardores votaram contra os embargos de declaração apresentados pela defesa de Azeredo. Esse era o último recurso em segundo instância. E, de acordo com entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), Azeredo começará a cumprir a pena de 20 anos e um mês em regime fechado.

No fim do julgamento, os desembargadores rejeitaram ainda uma questão de ordem apresentada de última hora pela defesa, que solicitou a análise de um novo recurso. Os chamados embargos dos embargos foram indeferidos por 4 votos a 1.

O objetivo do recurso rejeitado por unanimidade era anular uma condenação em segunda instância. Azeredo é o réu principal do processo também conhecido como mensalão tucano. Ele foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato.

Para evitar que o julgamento fosse adiado, o Tribunal substituiu um dos desembargadores responsáveis. O motivo é a apresentação de um atestado médico pelo desembargador Eduardo Machado. Não foi informado o problema de saúde pelo qual passa o magistrado. Ele foi substituido por Fernando Caldeira Brant.

Mensalão mineiro

O processo investiga o desvio de R$ 3,5 milhões das estatais mineiras Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais) e do extinto Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais). O dinheiro teria sido usado na campanha de reeleição de Azeredo ao Governo do Estado, em 1998.

Um dos operadores do desvio, segundo o Ministério Público, é o empresário Marcos Valério, que cumpre pena de 37 anos e um mês pela condenação no mensalão mineiro. A denúncia aponta que as estatais contrataram agências de publicidade de Valério para direcionar parte do valor dos contratos à campanha do então governador.

Em dezembro de 2015, Azeredo foi sentenciado em primeira instância. Em agosto de 2017, o TJMG manteve a condenação. Em abril passado, o Tribunal negou os embargos infringentes do político

O processo teve origem no STF (Supremo Tribunal Federal) em 2007, quando o tucano era senador e tinha o benefício do foro privilegiado. Em 2014, quando Azeredo era deputado federal, ele optou por renunciar ao cargo, abrindo mão do foro privilegiado.

Político alega que não tinha autonomia sobre finanças. Reprodução / RecordTV Minas