O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, a partir desta segunda-feira (22), da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (EUA), com uma agenda marcada por temas como a criação do Estado da Palestina, a defesa da democracia e o enfrentamento da crise climática.
Na terça-feira (23), Lula fará o tradicional discurso de abertura do encontro, posição ocupada pelo Brasil desde 1955. Logo depois, será a vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciar. Apesar da tensão diplomática recente entre os dois países, não há previsão de reunião bilateral, embora um encontro informal entre os líderes possa ocorrer nos corredores da ONU.
Oriente Médio em pauta
Lula deve participar de pelo menos dois eventos voltados à questão palestina, entre eles a 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina, convocada por França e Arábia Saudita. A diplomacia brasileira defende que uma paz duradoura no Oriente Médio só será possível com negociações em igualdade de condições, o que inclui o reconhecimento do Estado palestino.
O governo brasileiro pretende usar o momento para ampliar o apoio internacional à causa. Atualmente, 147 países já reconhecem a Palestina, e nações como França, Reino Unido, Canadá e Portugal sinalizam interesse em aderir. Israel e Estados Unidos seguem contrários.
Democracia e combate ao extremismo
Na quarta-feira (24), o presidente brasileiro participa da 2ª edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, organizado por Brasil, Chile e Espanha, com presença de representantes de cerca de 30 países. O objetivo é reafirmar compromissos em torno da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito, além de coordenar esforços contra a desinformação, o discurso de ódio e a fragilização das instituições.
Clima e preservação florestal
Ainda na quarta, Lula co-presidirá, ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres, um encontro sobre a crise climática. O Itamaraty avalia que o evento deve pressionar os Estados-membros a adotar metas mais ambiciosas de redução de gases de efeito estufa.
O presidente também vai liderar um evento sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), iniciativa que será lançada oficialmente na COP30, em Belém (PA), em novembro. O mecanismo busca garantir financiamento global para a preservação florestal.
Além da Assembleia, a delegação brasileira participa da Semana do Clima de Nova York 2025, que reúne governos e sociedade civil em mais de 500 atividades paralelas.





















