Manifestações de caminhoneiros entram no quarto dia em MS

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Publicado em 24/05/2018 07h23

Manifestações de caminhoneiros entram no quarto dia em MS

Protesto gera falta de combustível e possível desabastecimento em supermercados

Da Redação

Os caminhoneiros entraram hoje (24) no quarto dia de manifestações contra o preço elevado dos combustíveis. No Estado, a categoria faz atos de protestos em 30 pontos em rodovias federais e esdatuais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a maioria das manifestações ocorre nos acostamentos, onde os caminhoneiros param os veículos em fila. A mobilização, que começou a repercutir no domingo (20) acontece em todo o país.

O protesto não impede a passagem de carros de passeio, ônibus e ambulâncias. Apenas motoristas de caminhões e carretas são convidados a parar. A cada dia aumenta os pontos de interdição no Estado. Ontem, era 22 e hoje já são cerca de 30, de acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Na BR-163, por exemplo, há interdição em Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Caarapó (km 206), Dourados (km 256 e 266), Rio Brilhante (km 323), Campo Grande (km 462 e 477), Bandeirantes (km 550), São Gabriel do Oeste (km 614 e 618) e Rio Verde de Mato Grosso (km 678).

A instabilidade no preço da gasolina, assim como o receio de tanques vazios nos próximos dias, gerou filas e lotou postos da Capital. Em duas unidades do grupo APN, nos bairros Autonomista e Monte Líbano, a gasolina comum acabou por volta das 20h30 de ontem (24).

O gerente Executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS (Sinpetro) Edson Lazaroto, informou que a paralisação dos caminhoneiros já está afetando todo o segmento de combustíveis no Estado, principalmente nas cidades do interior, pois as bases localizadas em Campo Grande estão operando com restrições. Caso a greve persista, o abastecimento de todas as cidades ficará comprometido.

A questão envolvendo falta de combustível já afetou Nova Andradina, onde alguns postos aumentaram o preço da gasolina para R$ 4,90 com a alegação de escassez do produto. Em Campo Grande, alguns postos estariam restringido a quantidade de abastecimento, limitando a 20 litros.

Nos supermercados, associação da categoria alertou hoje que trabalha com o risco de falta de produtos a partir de sábado no caso de a greve prosseguir.

Movimento Nacional

Os caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindicam a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

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