MIS abre discussão sobre identidade sexual com filme de Almodóvar

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22/05/2019 07h08
Por: Redação

O Museu da Imagem e do Som (MIS), em parceria com o Cineclube Árvore-Ser, exibe nesta quinta-feira (23), às 19 horas, o filme “Tudo sobre minha mãe”, dirigido por Pedro Almodóvar. O evento é aberto a todos os interessados, com entrada franca. A classificação é de 14 anos.

A trama conta que no dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), um ingresso para a nova montagem da peça “Um bonde chamado desejo”, estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após o espetáculo, ao tentar pegar um autógrafo de Huma, Esteban é atropelado e morre. Manuela resolve então ir até o pai do menino, que vive em Barcelona, para dar a notícia. No caminho, ela encontra o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo.

O filme tem duração de 1h45 min e lida com temas complexos como Aids, travestilidade, identidade sexual, religião, fé e existencialismo. O título original do filme, “Todo Sobre Mi Madre”, é uma homenagem de Pedro Almódovar ao filme “All About Eve” (no Brasil, “A Malvada”), de 1950.

Este é o 2º filme em que o diretor Pedro Almodóvar e a atriz Penélope Cruz trabalharam juntos. O primeiro foi Carne Trêmula (1997).

“Tudo Sobre Minha Mãe” foi a 18ª indicação de um filme espanhol na categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar. Foi premiado com o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar, no Globo de Ouro e no César de 2000, ganhou como melhor filme no Goya, Melhor Filme Estrangeiro no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e Melhor Diretor no Festival de Cannes.

O Cineclube Árvore-ser, que é parceiro do MIS nesta exibição, é um projeto independente de estudantes universitários, que surgiu em 2016 com o objetivo de proporcionar o acesso à cultura na cidade e provocar o debate sobre temas ligados à filosofia e educação.

O início das atividades do Árvore-ser foi com o Café Filosófico na Casa Fernando Pessoa, no bairro Villas Boas, em abril de 2016, como ideia do estudante de Filosofia da UFMS, Alyson Ladislau. A parceria com o MIS iniciou-se no ano passado, com a exibição de Blade Runner.

Um dos integrantes do Cineclube, o estudante de Arquitetura da Uniderp, Douglas Setorowicz, explica que o nome do grupo surgiu a partir da obra de Manoel de Barros. “Arvore-ser é a pessoa que tenta evoluir a partir disso, do estado de ser árvore. Visamos trazer pessoas novas para, com o objeto do filme, tratar da nossa realidade, para trazer algum tipo de debate para refletir sobre algumas situações da nossa realidade. A gente tenta fazer essa interação das pessoas com a cultura e a educação”.

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