Foi sepultado em Campo Grande neste domingo (12) o corpo do ex-médico Alberto Jorge Rondon, após ter sido vítima de um câncer. Ele tinha 65 anos e foi condenado pela justiça a 88 anos por mutilar centenas de mulheres em cirurgias plásticas, para as quais ele não tinha formação conforme foi atestado em processos judiciais.
Em 2019, o médico foi preso para cumprir a sentença, chegou a ficar na cadeia, mas depois conseguiu o regime domiciliar, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Rondon foi um dos beneficiados pelo induto especial concedido a presos por conta da pandemia do coronavírus.
O caso
A primeira condenação de Rondon foi em maio de 2011, em que ele foi sentenciado a 42 anos de prisão por lesão corporal dolosa qualificada por deformidade permanente em 11 mulheres. Vinte e dois anos depois, em agosto de 2019, ele foi condenado a mais 46 anos por cirurgias estéticas mal sucedidas em cinco mulheres.
Rondon também já havia sido condenado em ações civis públicas, com indenizações que estão sendo pagas pelo CRM (Conselho REgional de Medicina) a mais de 120 mulheres que tiveram sequelas físicas e psicológicas decorrente dos procedimentos, em valor superior a R$ 170 milhões.
Contudo, em 23 de outubro de 2019, ele foi preso na casa da filha em uma residência na Rua 13 de Junho, no Bairro Monte Castelo, e foi encaminhado ao Centro de Triagem Anísio Lima.
Já naquela época a sua defesa havia entrada com pedido de prisão domiciliar, sob a alegação de que Rondon, dependia de aplicação de insulina para controlar a diabetes, além de fazer tratamento para pressão alta e dislipidemia (elevação de colesterol que aumenta chance de entupimentos das artérias).





















