Na próxima segunda-feira, dia 31 de agosto, ocorrerá o lançamento do projeto “Clarisse me disse”, baseado no livro de mesmo nome, escrito pela juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo, Caroline Costa de Camargo. A iniciativa, que finaliza as inúmeras ações desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul no Agosto Lilás, é desenvolvida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJMS e será lançada no Salão Pantanal, na sede do Poder Judiciário de MS, e contará com a presença da autora.
O projeto será realizado em escolas municipais de Campo Grande e Ponta Porã para conscientizar crianças do 5º ano, com idades entre 10 e 11 anos, sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher de forma lúdica e preventiva. A iniciativa, apoiada pela Presidência do TJMS, foi pensada como um ponto estratégico de prevenção, pois contribui para a construção de uma cultura de não violência e igualdade de gênero.
Para a Presidência do TJMS, investir na conscientização de crianças e adolescentes representa uma importante estratégia para prevenir a violência e promover mudanças culturais. Segundo o presidente desembargador Dorival Renato Pavan, o Poder Judiciário deve atuar não apenas na resposta às situações de violência já ocorridas, mas também no fortalecimento de ações educativas capazes de contribuir para a formação de uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na valorização da vida.
O livro conta a história de uma criança que vivencia os vários tipos de violência do seu pai contra sua mãe, sem entender o que acontecia. De forma sensível, o enredo ajuda a criança a entender sinais de violência, seus direitos e como pedir ajuda. Com o projeto, os alunos serão estimulados a interpretar textos com temática social e desenvolver valores como o respeito, a empatia e a igualdade.
Mais de 300 alunos de cinco escolas serão contemplados com a iniciativa. As instituições foram selecionadas em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, com base nos critérios de maior vulnerabilidade social e exposição a situações de violência. Ao abordar a temática de forma acolhedora, com teatros, produção de artes e rodas de conversa, o projeto atua no fortalecimento da rede de proteção e na identificação precoce de situações de risco.
Para que os professores atuem como pontos focais nas unidades escolares participantes, a Coordenadoria Estadual da Mulher promoverá uma formação para apresentar a proposta metodológica do projeto, contextualizar a temática, preparar os profissionais para conduzir as atividades reflexivas e alinhar estratégias de acolhimento e encaminhamentos em situações que precisem atuar como parte da rede de proteção.
O projeto também prevê, em um segundo momento, a tradução do livro para a língua Guarani-Kaiowá, especialmente no município de Ponta Porã, respeitando as especificidades culturais da região para ampliar o acesso às ações de conscientização.





















