Rapper morreu na madrugada deste domingo (11), após enfrentar um câncer. Fundação de Cultura lamentou a perda e destacou a influência do artista sobre novas gerações.
A história do hip-hop em Mato Grosso do Sul perdeu, neste domingo (11), um de seus nomes pioneiros. O rapper Márcio Leite Fernandes, conhecido como Mano Xis, morreu na madrugada, após lutar contra um câncer. Fundador do grupo Falange da Rima, ele ajudou a consolidar a cena do rap em Campo Grande e a dar visibilidade às vozes das periferias.
A morte foi comunicada pelo próprio Falange da Rima, que publicou uma homenagem nas redes sociais e agradeceu pelas orações recebidas durante o tratamento do artista. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Trajetória no hip-hop
Mano Xis participou da construção do movimento hip-hop sul-mato-grossense desde a década de 1990. O Falange da Rima foi formado em Campo Grande em 1998 e se tornou uma referência do rap no Estado, com letras que abordam questões sociais e a realidade das comunidades periféricas.
Ao longo da trajetória, o grupo tratou em suas músicas de temas como pobreza, violência, preconceito social e racial e consciência política. A atuação também ajudou a aproximar a cultura hip-hop de diferentes públicos e a ampliar o espaço do rap na programação cultural de Mato Grosso do Sul.
Em 2022, o Falange da Rima esteve entre os homenageados do Festival Campão Cultural, em reconhecimento à contribuição para a música e a cultura do Estado. O grupo também participou de apresentações do projeto Som da Concha, promovido pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Fundação de Cultura lamenta morte
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul publicou uma nota de pesar em que destacou a contribuição de Mano Xis para o fortalecimento do hip-hop e a influência deixada pelo artista.
A instituição manifestou solidariedade aos familiares, amigos, integrantes do Falange da Rima e à comunidade ligada à cultura urbana. Na homenagem, ressaltou que a trajetória do rapper atravessou décadas e ajudou a inspirar novos artistas e a formar público para o movimento no Estado.
Campanha ajudou no tratamento
Em 2025, amigos e apoiadores organizaram mobilizações para ajudar Mano Xis durante o tratamento contra o câncer. Uma das iniciativas divulgadas naquele ano envolveu a venda de bonés, com parte da arrecadação destinada ao artista.
A campanha reuniu pessoas ligadas ao hip-hop e admiradores do rapper, que acompanhavam sua trajetória e se mobilizaram para contribuir com o tratamento.





















