Motoristas procuram postos no Paraguai e na Bolívia para abastecer os carros

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Publicado em 25/05/2018 16h53

Motoristas procuram postos no Paraguai e na Bolívia para abastecer os carros

No Paraguai, brasileiros pagam mais barato pelo combustível, já na Bolívia, tem que desembolsar o valor internacional, que é maior que o praticado no Brasil.

G1 MS

Sem combustível no Brasil, por conta da greve dos caminhoneiros, os moradores das cidades de Mato Grosso do Sul que fazem fronteira com o Paraguai e a Bolívia estão atravessando para os países vizinhos para abastecerem seus veículos.

Em Ponta Porã, por exemplo, que faz fronteira com o Paraguai, normalmente os moradores já atravessam a linha divisória [na prática somente uma avenida] para abastecer na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.

O principal atrativo é o preço, R$ 3,20 para o litro da gasolina, além da proximidade e da facilidade de cruzar a fronteira.

Segundo os postos de combustíveis da cidade paraguaia, o país não corre risco de enfrentar desabastecimento de combustíveis, porque eles são fornecidos pela Venezuela e pela Argentina.

A direção de um estabelecimento que fica próximo a avenida que separa Ponta Porã, no Brasil, de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, diz que desde quarta-feira o movimento dobrou, fazendo com que os carregamentos de combustível que chegavam a cada dois dias, passassem a ser dois ou três por dia.

Já em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, motoristas brasileiros desde quinta-feira fazem fila nos postos bolivianos para abastecerem seus veículos. Na manhã desta sexta, o número de carros era tão grande que a fila saiu do estabelecimento e chegava até a rodovia que liga os dois países.

Ao contrário do Paraguai, onde os brasileiros pagam um preço menor pelos combustíveis, na Bolívia, eles tem de desembolsar o valor internacional. Para a gasolina, isso representa R$ 4,32 o litro e para o diesel, R$ 4,44.

Nesta sexta-feira um dos motoristas que aguardavam pacientemente na fila para abastecer em um posto da Bolívia era o funcionário público brasileiro Mário Francis Filho. “Não teve jeito. Tive que vir abastecer na Bolívia. Em Corumbá já acabou tudo”, comentou.

Posto de combustível em Puerto Suarez, na Bolívia, fronteira com Corumbá, em Mato Grosso do Sul, está recebendo grande número de brasileiros para abastecerem seus veículos

Posto em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, teve o movimento duplicado desde quarta-feira em razão da greve dos caminhoneiros e desabastecimento no Brasil