Movimento instala segundo “cemitério” no Parque das Nações Indígenas neste sábado

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Intenção é alertar para o descaso que vem acontecendo com o local

19/04/2019 19h55
Por: Redação

Após o abraço simbólico e o show musical liderado pelo Grupo Acaba para protestar contra a falta de iniciativa do poder público diante do grave problema de assoreamento que ameaça o lago e o estado de abandono do Parque das Nações Indígenas, o Movimento pela Preservação da Natureza (MPN) realiza novo manifesto neste sábado (20), às 16 horas para chamar a atenção da população. Os ambientalistas irão instalar o segundo “cemitério” no leito do lago que se encontra agonizando.

Segundo o coordenador do MPN, Alfredo Sulzer, o “cemitério” simula o início da morte do lago. O primeiro, com a instalação de cruzes no leito assoreado, foi criado no dia 17 de maio, durante abraço simbólico ao lago. Três dias antes, aconteceu na Concha Acústica “Helena Meirelles” show musical intitulado “Grupo Acaba e Amigos”, que reuniu dezenas de artistas no local, inclusive escritores.

“Não iremos parar enquanto o poder público não tomar as devidas providências para reverter esse desastre ambiental”, disse Alfredo Sulzer

O MNP nasceu após mobilização encabeçada pelo grupo denominado “Amigos do Parque das Nações Indígenas”. Ele é integrado também pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-MS) e agora ganhou reforços com a adesão dos grupos “Moradores da Chácara dos Poderes” e “SOS Parque dos Poderes”.

O grupo “Moradores da Chácara dos Poderes” tem como norte principal a recuperação do Córrego Pedregulho, que se encontra assoreado, enquanto que o grupo “SOS Parque dos Poderes” tem como ação imediata evitar que o governo do Estado siga adiante na proposta de ampliar áreas para estacionamento de veículos e construção de novos prédios públicos no local.

Centenas de manifestantes deram um