Campo Grande

Saúde alerta para picadas de escorpião, mais comuns no verão

Em 2018, foram mais de 400 incidentes registrados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande

 

12/01/2019 07h18
Por: Redação

 

O calor e as altas temperaturas, presentes neste período de verão - entre dezembro e março - criam condições propícias para a proliferação de insetos e pequenos animais, principalmete os escorpiões, segundo o alerta da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Com isso, exige maior cuidado da população em relação a limpeza do ambiente e a adoção de hábitos simples, de acordo com o Ministério da Saúde, são fundamentais para prevenir picadas.

Em Campo Grande, o último boletim divulgado pela Sesau, entre os meses de janeiro a outubro do ano passado, 411 incidentes envolvendo o aracnídeo foram registrados. O dado representa um percentual de 180%, já que durante todo o ano de 2017, apenas, 147 pessoas haviam sido picadas.

Em nível nacional, dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram contabilizados 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões. Em 2017, foram 125 mil registros. Os números, de acordo com a paasta, ainda são preliminares e serão revisados. Em 2016, foram 91,7 mil notificações. Em relação às mortes, 115 óbitos foram registrados em 2016 e 88 em 2017.

Medidas

No ambiente urbano, a orientação para evitar a entrada de escorpiões em casas e apartamentos é usar telas em ralos de chão, pias e tanques, além de vedar frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas. Os cuidados incluem ainda afastar camas e berços das paredes e vistoriar roupas e calçados antes de usá-los. Já em áreas externas, a principal dica é manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico.

Também é importante manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e, portanto, atraem os escorpiões. Outra recomendação é manter o gramado sempre aparado, não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro na hora de manusear entulhos e materiais de construção e em atividades de jardinagem.

Não recomenda o uso de produtos químicos como pesticidas para o controle de escorpiões. "Estes produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes", informou.

Populações mais expostas

Os grupos considerados mais vulneráveis são trabalhadores da construção civil, crianças e demais pessoas que permanecem grande parte do tempo dentro de casa ou nos arredores e quintais. Nas áreas urbanas, também estão sujeitos a picadas trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, que manuseiam objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar escondidos.

Acidentes

A maioria dos acidentes com escorpiões, segundo a pasta, é leve, com quadro de início rápido e duração limitada. Nessas situações, a pessoa apresenta dor imediata, vermelhidão, inchaço leve por acúmulo de líquido e sudorese localizada, com tratamento sintomático.

Crianças abaixo de 7 anos têm mais chance de apresentar sintomas como vômito e diarreia, principalmente quando picadas por escorpião-amarelo, que pode levar a casos graves e requer a aplicação do soro em tempo adequado.

As recomendações incluem ir imediatamente ao hospital de referência mais próximo e, se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie. Limpar o local da picada com água e sabão, de acordo com o ministério, pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde.

A lista de hospitais de referência para utilização do soro antiescorpiônico pode ser acessada aqui.

Atenção

Se o morador encontrar algum animal deve entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para receber as orientações e, se for o caso, agendar visita. O número do serviço é 3313-5026 (horário comercial) ou no 3313.5000 .

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