Uma novela extensa e então quase sem fim, parece que pode ter um desfecho de trama ou drama pelo antigo e maior empreendimento, em pleno centro comercial de Campo Grande, com o Hotel Campo Grande. O local que está com quase três décadas de inventário, que ‘caminha’ há 27 anos, bem como o fechamento do setor hoteleiro e todo comércio na área, há 22 anos, pode ser mexido a partir deste mês de setembro de 2023, com alvará de venda do antigo Hotel sendo autorizado pela Justiça de Mato Grosso do Sul.
O “Hotel CG”, que até teria já um novo dono, pode voltar a funcionar em breve ante que TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) emitiu na última sexta-feira (15), a autorização de expedição do alvará para venda e quitação de dívidas do antigo Hotel Campo Grande e um terreno contíguo ao prédio, localizados em pleno centro da Capital, na Rua 13 de Maio.
Veja abaixo, detalhes do que veio acontecendo com o imóvel, que compõe o espólio do empresário e produtor rural José Cândido de Paula, que faleceu em fevereiro de 1996. O icônico Hotel Campo Grande, projetado pelo escritório dos arquitetos paulistas Alberto Botti e Marc Rubin, fechou as portas cinco anos depois, em 2001.
Com atividades encerradas há 22 anos, após o falecimento do proprietário, o prédio imponente na Rua 13 de Maio foi alvo de longas especulações, até o espólio no qual estava inserido tornar-se uma incógnita e arrastar-se por 27 anos. O imóvel que hospedou celebridades e figuras importantes terá novo dono, o empresário Wagner Marcelo Monteiro Borges, conforme manifestação no espólio, em negociações que tiveram início em dezembro do ano passado, pela aquisição do prédio e de um terreno de 480 m² contíguo ao Edifício.
Venda – paralisações – reabertura
Agora, há pouco mais de duas décadas fechado, o antigo Hotel Campo Grande pode voltar abrir as portas ainda sob a forma de hotel. O empresário Wagner Marcelo Monteiro Borges manifestou interesse na compra do imóvel por R$ 15 milhões em dezembro do ano passado. O prédio fechado há 22 anos foi comprado pelo empresário em dezembro de 2022, onde ele pretende reabrir o hotel no local, com café famoso e restaurante de peso.
O empresário já até teria projetado uma reforma que deve custar em torno de R$ 30 milhões, coloca o novo Hotel Campo Grande, aberto e que deve empregar pelo menos 70 pessoas. Ele quer manter o nome e inaugurar um hotel luxuoso que vai integrar a rede Slaviero.
- Contudo, a resolução da venda passou por vários trâmites e entreveros na Justiça, sendo o último a autorização para a expedição do alvará judicial para a alienação dos imóveis e dar como garantia hipotecária a Fazenda Quatro Irmãos. A autorização da 1ª Câmara Cível reformou a sentença de primeiro grau que negou a expedição do alvará.
Agora, decisão dos juízes e desembargadores expõem que “Inexiste óbice à expedição de alvará para alienação pretendida, no curso do inventário, visto que, todos os herdeiros são maiores e capazes, e a verba auferida será destinada à quitação de débitos fiscais e, o valor excedente deverá ser depositado em juízo. E tudo com a devida prestação de contas pela inventariante”.
Hotel das estrelas, espólio de 27 anos
O prédio imponente na Rua 13 de Maio foi alvo de longas especulações, até o espólio no qual estava inserido tornar-se uma incógnita e arrastar-se por 27 anos. Mas, o imóvel que hospedou celebridades e figuras importantes terá novo dono, o empresário Wagner Marcelo Monteiro Borges, que foi inserido e está em manifestação no espólio, com as negociações que tiveram início e fim em dezembro passado, referente à aquisição do prédio e do terreno de 480 m² contíguo ao Edifício.
Parte do dinheiro será usado para pagamento de dívidas do espólio. Só de tributos municipais do Hotel Campo Grande são R$ 3,1 milhões e de tributos federais mais R$ 6 milhões, totalizando R$ 9,1 milhões. Já a corretagem da venda do Hotel Campo Grande, de 5%, equivale a R$ 750 mil.
Na época em que ingressou na ação como parte interessada, o empresário Wagner Borges enfrentou problemas. Isso porque a Justiça determinou que os R$ 15 milhões referentes à compra fossem depositados integralmente em juízo, como é feito em casos semelhantes.
A decisão foi questionada, já que os herdeiros têm feito a quitação gradual da dívida à União e pediram baixa dos débitos municipais prescritos para que sejam pagos em um segundo momento.





















