Número de pedestres mortos em acidentes aumenta 5% em 2018

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Publicado em 29/06/2018 18h39

Número de pedestres mortos em acidentes aumenta 5% em 2018

Levantamento destaca invalidez permanente registrou queda de 0,37%

Correio do Estado

O número de indenizações pagas por morte, em relação ao seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), aumentou 5% em Mato Grosso do Sul, saltando de 252 para 265 pagamentos registrados. A cobertura tem caráter social e indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sem apuração de culpa, seja motorista, passageiro ou pedestre.

Vítimas com invalidez permanente ou que necessitem de reembolso de despesas médicas e hospitalares também têm direito a indenização, que atualmente é de R$ 13.500 no caso de morte, até R$ 13.500 em caso de invalidez permanente (varia conforme a gravidade das sequelas) e até R$ 2.700 para reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.

Os dados foram reunidos em um boletim estatístico especial, referente aos últimos 10 anos de ocorrências registradas no trânsito brasileiro. O material publicado nesta sexta-feira (29), pela Seguradora Líder, responsável pela gestão do seguro DPVAT, aponta outro dado preocupante para a população.

DADOS IMPORTANTES

Na última década, mais de 4,5 milhões de indenizações do DPVAT foram pagas para vítimas de acidentes de trânsito. No mesmo período foram contabilizadas 1.068.996 indenizações pagas a pedestres nos três tipos de cobertura: morte, invalidez permanente e despesas médicas e hospitalares. As vítimas também ocupam o segundo lugar nas indenizações pagas por acidentes fatais, num total de 167.290. Mais de 757 mil pessoas foram indenizadas por invalidez permanente.

O mestre de obras, Norival Alves, de 71 anos, foi vítima de acidente de trânsito ao retornar para casa, depois do trabalho, há cinco anos. Ele mora no Jardim Carioca e costuma utiliza a bicicleta para transporte, quando presta serviços nos bairros próximos.

“Era uma sexta-feira e eu estava bastante cansado, por isso, fui caminhando no acostamento da Avenida Duque de Caxias e empurrando a bicicleta, por volta das 18h. De repente senti o impacto e uma dor muito forte, desmaiei e quando acordei estava no hospital”, detalha.

O motorista fugiu e não prestou socorro ao idoso, que ficou seis meses sem conseguir andar e só conseguiu arcar com as despesas dos primeiros meses de tratamento, porque recebeu o DPVAT. “Eu não entendi direito este seguro, mas, meus filhos foram atrás e ajudou bastante, pois, os remédios são caros e eu não conseguia andar né? Precisava de ajuda para tudo, mas, agora estou caminhando bem”, acrescenta.

INICIATIVAS REGIONAIS

Segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS), uma iniciativa realizada desde 2015 em Mato Grosso do Sul, a campanha ‘Maio Amarelo’, contribuiu para redução de 28,55% nos números de acidente com vítimas, em Campo Grande.

A Divisão de Educação para o Trânsito da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) apresenta outras pesquisas feitas entre os motoristas da Capital, na qual foram comprovadas que as principais causas dos acidentes graves são excesso de velocidade e ingestão de bebida alcóolica.

Com objetivo de reduzir os acidentes no trânsito, o Detran-MS, promoveu no mês de maio várias ações, entre elas, uma envolveu alunos das escolas públicas e privadas. A diretora de Educação para o Trânsito da instituição, Marlene Alves Nogueira Rondom, explica que educação e conscientização no trânsito é de suma importância na conscientização dos futuros condutores.

“O diferencial de uma campanha feita por crianças é que elas são as nossas multiplicadoras e elas ficam cobrando uma postura correta dos pais e geralmente os adultos atendem e respeitam o apelo delas”, observa.

Educação ainda é a melhor forma de prevenção - Álvaro Rezende