24/03/2020 07h15
Por: Redação

Elas são mães, determinadas, trabalhadoras e muito mais. Várias mulheres têm isso em comum. Mas as que cuidam do próximo, seja na saúde, seja na segurança pública, acabam se tornando heroínas para aqueles mais distantes do convívio diário, ou até mesmo, desconhecidos.

Ajudar é uma vocação, não é exagero. Essa palavra tão forte define muito bem Lília Vilalba Pinto, enfermeira, de 36 anos, e Gabriella Fernandes de Oliveira, de 29 anos, capitã da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Mulheres comprometidas com a população sul-mato-grossense; profissionais apaixonadas pelo serviço e realizadas na vida pessoal.

Tudo pelo próximo

Lília iniciou sua carreira em 2004, quando cursava Educação Física. Ela encontrou no dia a dia do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) a inspiração de sempre fazer o bem. “Quando fiz o concurso e entrei, direcionei minha linha de estudos para enfermagem. Na verdade, não era minha primeira escolha, mas ao ver a realidade apaixonei e resolvi mudar”.

Em uma área tão humana, emoções e sentimentos vêm à tona, fazendo parte da história de todos os envolvidos. “Eu amo o que faço! Dedico-me dentro da rotina de trabalho 100%, pensando no bem estar do paciente. A nossa maior meta aqui é tratar o doente e cuidar dele da melhor forma possível e humanizada. Com certeza tem uma questão sentimental envolvida, além da postura profissional”.

O cuidado com os outros é uma dádiva divina, assim como ter um filho. A rotina turbulenta do trabalho às vezes pode ser prejudicial na relação familiar, mas Lília preza pela organização e tem o apoio do esposo, Osmar Fernandes, que também trabalha no hospital, para acompanhar o crescimento do pequeno João Pedro, de dois anos. “Nós dividimos a tarefa, onde cada um consegue ficar um tempo com o filho, a sós, e em outros momentos, todos conseguem se juntar”.

Um degrau de cada vez

Ver o público feminino tendo os mesmos direitos e se destacando nas áreas predominadas por homens é gratificante para qualquer mulher. Gabriella Letícia Fernandes de Oliveira, subchefe de comunicação social da PMMS, possui uma trajetória de muito destaque em 11 anos de serviço na PM.

“Aos 17 anos prestei o concurso da PM, eram apenas cinco vagas para as mulheres, e eu fui aprovada em 4º lugar”, diz Gabriella. “Tomei posse aos 18 anos. Fui para Brasília fazer academia da Polícia Militar, onde permaneci por quase três anos. Retornei como aspirante e depois comandei o pelotão do Conjunto Aero Rancho. Posteriormente, vim trabalhar aqui na comunicação”, destaca.

Questionada a respeito da aceitação do público masculino, a Capitã Gabriella ressalta o ótimo convívio com os colegas e a dedicação que se deve ter nesse meio. “A mulher numa profissão como a minha, tem de provar todos os dias a sua capacidade, a sua força. Nunca sofri preconceito, mas sempre procuro fazer o melhor.”

A caminhada feita até aqui rendeu premiações para a mãe da Ana Luiza Cavana, de dois anos, que já coleciona títulos pelo excelente trabalho exercido. “Ao longo da minha carreira recebi algumas premiações, tenho a medalha Tiradentes e a medalha do Mérito da Polícia Militar. Só que no passado, conquistei o prêmio Tenente Coronel Ana Neize Balta, que são mulheres escolhidas, dentro da nossa instituição e fora dela, pelo destaque nas suas profissões. Foi algo grandioso”. No futuro, Gabriella pensa em continuar progredindo na carreira.

Edemir Rodrigues

Edemir Rodrigues

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