Papy cobra ação emergencial contra buracos em Campo Grande e desabafa: “ninguém aguenta mais”

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Epaminondas Neto (Foto: CMCG))

“Ninguém aguenta mais os buracos da cidade”. A cobrança foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy, durante a sessão ordinária desta terça-feira (13). O parlamentar exigiu medidas emergenciais da Prefeitura para intensificar as operações de tapa-buracos e criticou a falta de resultados das ações realizadas até agora.

Papy cobrou providências do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Brandão, que esteve na Câmara em 23 de junho para tratar do problema. Desde então, segundo o vereador, as medidas adotadas não têm sido suficientes para conter a proliferação de buracos nas ruas da Capital. Ele defendeu a ampliação das equipes e a criação de um terceiro turno de trabalho, com serviços à noite e aos fins de semana. “Estamos atrasados e perdendo essa guerra para os buracos, ainda mais com a chegada da temporada de chuvas”, alertou.

O presidente da Câmara destacou que a situação exige uma resposta rápida do Executivo, principalmente diante do agravamento das condições das vias com as chuvas. Papy também lembrou que, somente no primeiro semestre, foram encaminhadas 9 mil indicações de tapa-buracos pelos vereadores. “A indicação não está dando certo, nem requerimentos, nem convocação de secretário. Então, qual instrumento nós temos para cobrar o secretário para que ele solucione essa situação?”, questionou.

Papy também apontou dificuldades operacionais para ampliar os serviços, mencionando informações de que empresas precisam alugar maquinários para executar os trabalhos. Para o vereador, a Prefeitura precisa colocar mais equipes nas ruas e acelerar as operações. “É preciso pôr os times nas ruas e encher a cidade com equipes de tapa-buracos. A solução exige atitudes urgentes”, afirmou.

Ao reforçar o papel fiscalizador do Legislativo, Papy disse que a Câmara continuará cobrando providências em defesa da população. O presidente avaliou que, diante da falta de resultados das medidas já adotadas, é necessário considerar novas formas de pressionar o Executivo para garantir a execução dos serviços. “Se nossas indicações, debates e convocações não estão funcionando, precisamos pensar em outras medidas para que as operações de tapa-buracos fiquem em dia”, concluiu.