PF deflagra operação contra migração ilegal pela fronteira de MS

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(Foto: divulgação Ascom PF-MS)

A PF-MS (Polícia Federal em MS) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 1º de setembro, a Operação Náuatle, que investiga a atuação de grupos criminosos que promoviam a entrada de imigrantes ilegalmente em território nacional pela cidade de Corumbá, que faz fronteira com a Bolívia. A ação na rua hoje, que está em MS, como em outros três Estados, vem ante investigações que já tiveram início há cerca de seis meses, após a PF identificar um aumento expressivo do fluxo migratório irregular na região. O crime transnacional também teria conluio com empresários do ramo de transporte de passageiros.

Conforme a PF, somente hoje, estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. “Os grupos criminosos investigados funcionavam com a atuação de coiotes, que introduziam os imigrantes em território brasileiro burlando a fiscalização migratória, isto é, sem autorização para entrada ou permanência em território nacional, mediante cobrança de valores em dinheiro”, aponta a PF.

A PF explicou que o modus operanti fazia com que os imigrantes entrassem no Brasil e estando em território nacional, os imigrantes embarcavam em ônibus clandestinos e eram conduzidos, em grande maioria, até a capital paulista. “Em São Paulo eram empregados no setor da indústria têxtil, muitas vezes em condições de trabalho degradantes. Bem como, muitos desses imigrantes acabavam sendo recrutados pelo narcotráfico para servirem como ‘mulas’, transportando drogas para o Brasil e retornando com dinheiro em espécie para a Bolívia (cash courier).

PF deflagra operação contra migração ilegal pela fronteira de MS
(Foto: divulgação Ascom PF-MS)

Segundo a PF, o esquema contava com a participação de empresários do ramo de transporte de passageiros, que disponibilizavam ônibus para a realização do transporte dos imigrantes sem conhecimento e autorização dos órgãos de controle, além de motoristas de aplicativos, que atuavam no transporte transfronteiriço dessas pessoas ou como batedores, visando dificultar a fiscalização por parte da polícia.

Crimes

Os investigados poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme o aprofundamento dos trabalhos investigativos.

O nome da operação é uma referência à língua e ao povo Náuatle, de origem asteca, que deram nome ao coiote, como são conhecidos os criminosos que promovem a introdução de imigrantes ilegais em território de outro país.

Resultados

Além da prisão descrita acima, quando publicamos a notícia, até o momento foram apreendidos valores ainda não contabilizados e documentos que serão objeto de análise. Duas prisões preventivas ainda estão pendentes de cumprimento e podem sair a qualquer momento.

* Edição as 13h20 para acréscimo do último paragrafo