PF prende 15 pessoas na Operação Contorno Norte, dois deles em MS

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Quatro suspeitos estão foragidos no Paraguai, de acordo com a PF.

11/06/2019 17h22
Por: Redação

A Polícia Federal (PF) prendeu 15 lideranças, na manhã desta terça-feira (11), em uma operação em combate ao contrabando de cigarros. A ação foi deflagrada em cidades do Paraná, Itumbiara (GO) e em Mundo Novo (MS).

Ao todo, são 20 mandados de prisão preventiva, que é por tempo indeterminado. Quatro suspeitos estão foragidos no Paraguai, de acordo com a PF.

O suspeito de ser o chefe da organização criminosa está preso em Assunção, no Paraguai. Um mandado de prisão foi cumprido contra ele nesta terça-feira, contudo, o suspeito já estava detido há cerca de 40 dias por outros crimes.

As prisões ocorreram nessas cidades:

Guaíra (oeste do Paraná) – 3 presos

Cascavel (oeste do Paraná) – 1 preso

Sertanópolis (norte do Paraná) – 1 preso

Cruzeiro do Sul (noroeste do Paraná) – 1 preso

Umuarama (noroeste do Paraná) – 5 presos

Alto Paraíso (noroeste do Paraná) – 1 preso

Mundo Novo (MS) – 2 presos

Itumbiara (GO) – 1 preso

Para a PF, essa é a maior organização criminosa que já atuou no país com contrabando de cigarros. Os integrantes abasteciam todo o Brasil e, segundo a PF, mandavam cigarros até para a Europa. Eles agiam de forma extremamente organizada, conforme a PF.

Na coletiva esta tarde, estavam o coordenador geral da Polícia Fazendária, Ronaldo Carrer, o delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Ricardo Hiroshi, chefe da delegacia da PF em Maringá, Luiz Busto de Souza e o delegado Fabiano Zanin, responsável pela operação.

“Este é um caso emblemático de organização criminosa interestadual e transnacional, operavam desde o Paraguai, até MS, PR, GO e BA, uma logística que atende também o tráfico de drogas”, disse Souza.

O líder da quadrilha já estava preso em Assunção, no Paraguai, há cerca de 40 dias, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça Federal de Guaíra, em condenação dada em 2018, de 36 anos de prisão por contrabando e corrupção e formação de quadrilha.

Coletiva em Maringá (PR). Polícia Federal/Divulgação