A palavra que traduz o lançamento da trilogia literária sobre Desembargadores, Presidentes e Servidores do Poder Judiciário de MS é sucesso. Magistrados ativos e inativos, familiares, servidores em atividade e aposentados, amigos, convidados, enfim, todos que estiveram no auditório do Bioparque Pantanal, na tarde desta terça-feira, 6 de dezembro, para a solenidade de lançamento elogiaram a iniciativa do presidente do Tribunal de Justiça, Des. Carlos Eduardo Contar, em deixar registrada a história da justiça sul-mato-grossense.
Destaque-se que as obras resgatam uma parte da memória do Poder Judiciário, desde os primeiros registros da organização e da exploração do território que compreende o Estado de Mato Grosso do Sul, ainda em meados do século XVI, passando pela história da divisão do estado, até chegar à instalação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e seus principais personagens.
O Des. Carlos Eduardo Contar, em um discurso direto, lembrou que ao assumir a administração do Poder Judiciário elencou ações que gostaria de ver realizadas em sua gestão, por isso, buscou reconhecer a grandeza de cada magistrado – juiz ou desembargador – tentando estimular, desenvolver e aproximar o colega no exercício da jurisdição, dando-lhe a atenção e o reconhecimento.
Ele lembrou que até o momento 83 homens e mulheres dedicaram-se, no Tribunal Pleno, dedicaram-se a proclamar o direito e fazer justiça, criando jurisprudência local, dando norte ao caminho dos demais juízes de primeiro grau, advogado, integrantes do MP e outros profissionais da área.
“Para cada um dos valorosos desembargadores fica o registro de suas passagens pela Corte estadual, coroamento de uma carreira sólida e honrada por muitas décadas de trabalho. De igual modo, faço publicar um volume especial dos presidentes do TJMS, trazendo à luz para a perpetuidade de nossa história, um pouco dos seus sonhos, desejos, agradecimentos e realizações durante a chefia do Poder Judiciário”, disse.
Sobre os servidores, o desembargador apontou que, em razão do trabalho diário, alguns se fizeram amigos próximos e outros não chegou a conviver, contudo, todos vão construindo uma vida dedicada ao exercício profissional, onde não apenas desempenham suas atividades, mas conquistam vitórias de largo alcance, constituem família, adquirem bens, acumulam conhecimento e se realizam como pessoas.
“Buscamos nesta administração, fosse com o reconhecimento e distinção pessoal de cada magistrado ou servidor, fosse com homenagens individuais, fosse de forma pública, eternizar histórias com os projetos Memórias ou Minha História. Estes personagens passam a integrar o Museu do Poder Judiciário, que em breve farei inaugurar. (…)Tenho a honra de reunir nesta tarde antigos e atuais integrantes da justiça de MS e ouvir dois remanescentes da primeira formação de nossa Corte e uma servidora aposentada, dando continuidade ao resgate do maior patrimônio que não vem dos processos, mas do que importa: o ser humano, sua vida, sua história, sua existência e o relacionamento harmonioso e fraterno de todos nós. Pela realização de mais esta conquista, o meu muito obrigado”.
Em nome dos desembargadores homenageados na trilogia falou o desembargador aposentado Jesus de Oliveira Sobrinho, que abriu cumprimentando o presidente do TJMS por registrar a memória da Corte e permitir que se conheça a trajetória de cada desembargador, seja oriundo da magistratura ou do quinto constitucional. E, de forma simples, ele questionou quem é o personagem chamado desembargador estadual.
“É o juiz que atua no 2º grau de jurisdição, que reexamina sentenças dos juízes de direito, quando há recursos; confirma sentenças de primeiro grau, mas incumbe-lhe também o exercício de uma função espinhosa: avaliar a conduta pública e privada de cada juiz de 1ª instância, sua operosidade e dedicação, celeridade ou demora na entrega da prestação jurisdicional. (…) O desembargador representa o espelho em que juízes se miram. Enfim, os desembargadores, cuja história está registrada neste livro – todos eles, ao seu tempo e seu modo, prestaram ou continuam prestando, relevantes serviços ao Poder Judiciário de MS”.
O desembargador aposentado Sérgio Martins Sobrinho discursou em nome dos presidentes homenageados em um dos volumes da trilogia e aplaudiu a iniciativa de se preservar a história dos desembargadores, das administrações e dos servidores.
“Quero ressaltar o interesse pelo registro do Poder Judiciário na história do Estado de MS, até agora em branco nas instituições respectivas, até porque aparentemente a Lei Complementar nº 31 é uma espécie de cometa caótico passando, de quando em quando, entre as nuvens da Capital e do Estado e pela qual ninguém se interessa, não sabe, nem quer saber, como valorizá-la e até mesmo aplicá-la. Parabéns, Des. Carlos Eduardo Contar”.
Emocionada, a servidora aposentada Mariza dos Santos Gonçalves falou em nome dos homenageados das narrativas do Minha História. Ele confessou estar honrada em ser escolhida para falar em nome dos colegas protagonistas das entrevistas que se tornaram o obra sobre servidores.
“Sou muita grata em ter minha história eternizada. Em razão disso, tive a oportunidade de reconhecimento público, chegando a receber três moções de congratulação – uma por Amambai e duas por Dourados. Será difícil falar pelos colegas e dizer o que significou para cada um de nós fazer parte desse projeto. Senhor presidente do TJMS, ficam nossos agradecimentos pela criação de tal projeto e a todos que contribuíram para este resultado, que cumpriu a finalidade. Muito Obrigada”.
Saiba mais
A trilogia é composta pelos livros: Desembargadores, Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul – 1979 a 2022; Presidentes, Retratos das Administrações do Poder Judiciário – 1979 a 2022; e Servidores, Minha História com o Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.
O foco das obras é registrar detalhes das 25 administrações e seus presidentes; mostrar quem são os 83 desembargadores sul-mato-grossenses e a história de dezenas de servidores que dedicaram a vida ao judiciário, escolhidos por antiguidade.
Além da pesquisa literária e documental, os livros contam com depoimentos dos próprios personagens que foram entrevistados ao longo dos últimos dois anos.
Fonte: Ascom TJ-MS









