Polícia identificou 11 envolvidos ao instaurar inquérito para apurar morte de vítima asfixiada, em trunal do crime. Um deles continua foragido.
20/05/2019 09h18
Por: Redação
A Polícia Civil deflagou na manhã desta segunda-feira (20) a 10ª fase da Operação Osíris, em Naviraí. Os policiais cumpriram dez mandados de prisão contra chefes de uma facção criminosam, que atuavam em tribunal do crime, alguns de dentro da cadeia e outros executando as ações do lado de fora, conforme a investigação.
Nesta fase, foram presos os autores da morte de Douglas Gonçalves Rubialti, encontrado seu corpo no dia 16 de março deste ano, em um terreno baldio na avenida Caarapó, no Parque Industrial de Naviraí.
Com as buscas, os policiais constataram que o crime foi praticado por uma organização criminosa que fez a vítima refém, sendo ela posteriormente punida com julgamento e morte.
Durante a operação, os três mandantes do crime, que inclusive estava na cadeia na ocasião, foram novamente presos.
Em seguida, houve a identificação do outro em Nova Alvorada do Sul, assim como de outras seis pessoas que foram presas, com o apoio do Serviço de Investigações Gerais (SIG) e Força Tática do município, além de policiais de Mundo Novo.
Com a prisão dos envolvidos decretada, os policiais também acharam o carro usado para ocultar o cadáver do homem encontrado morto. A perícia criminal encontrou inclusive vários vestígios de sangue.
O delegado Thiago Lucena ressaltou que as buscas começaram por volta das 6h e devem continuar, já que a polícia se outros homicídios ocorreram da mesma forma na cidade.
Ainda de acordo com o delegado, o motivo do crime seria uma rixa entre facções criminosas. Douglas pertenceria a uma facção reval e teria tentado se infiltrar na outra.
Após descoberto, foi julgado em trubunal do crime, em um procedimento em que foi torturado e asfixiado, depois de estar amarrado.
Segundo site Tá na Mídia Navirai, foram presos: Edmar Lima de Oliveira, Henrique de Souza, Marcos Jhony Reis dos Santos, Renan Leite Custódio, Jose Aparecido Maxuel, Adrian Santos Ribeiro, Josimar Alves Ribeiro, Alexsandro Emiliano da Silva e Vagner dos Santos.
Todos irão responder por organização criminosa, tortura majorada pelo sequestro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Operação Osíris
O nome é uma referência da mitologia egípcia que é o Deus do julgamento e relaciona-se com a vida a essa divindade que foi atribuído o trabalho de julgar os mortos. Sendo semelhante como a facção age, julgando seus rivais e condenando-os à morte.
Os presos responderam pelos crimes de: organização criminosa, tortura majorada pelo sequestro, homicídio qualificado por asfixia, motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. Se condenados, a pena máxima pode ultrapassar a 50 anos de prisão.





















