Polícia investiga atentado que resultou na morte de filho de Oficial da PM

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Polícia trabalha com hipótese que alvo seria o Capitão reformado Paulo Roberto Teixeira Xavier

10/04/2019 06h02
Por: Redação

A Delegacia Especializa de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestro (Garras) realizou ainda na noite de ontem (9), o trabalho de perícia na Rua Antônio da SIlva Vendas, próximo a Avenida Zahran, no Bairro São Lourenço onde o filho do capitão reformado da Polícia Militar, Paulo Roberto Xavier, sofreu um atentado a tiros e morreu antes de chegar na Santa Casa. Uma das hipóteses da polícia é de que o alvo seria o pai.

Matheus Xavier, de 20 anos, foi atingido por, pelo menos, 7 tiros de fuzil calibre 762, por volta das 18 horas, disparados por suspeitos que estavam em um veículo Up de cor branca.

O crime ocorreu na frente da casa da família, quando Matheus estava retirando a S10 para que o seu pai saísse em um Ford Ka, pertencente a vítima, que estava estacionado na frente da camionete na garagem, o que levanta suspeita dos policiais que o alvo seria o capitão da PM, o qual deveria estar na caminhonete, que foi crivada pelos disparos.

“Pode ser que realmente tenha ocorrido um engano na execução”, diz o delegado Fábio Peró, do Garras.

Em frente a residência, o Garras apreendeu sete cápsulas de fuzil, espalhados na rua. Segundo o delegado, são de mesmo calibre usado em outras execuções na capital sul-mato-grossense e, por conta disso, será investigado se há ligação entre os casos. A polícia também irá analisar câmeras de segurança da região da casa da família.

O veículo foi recolhido ao pátio do Garras para perícia, após o pai ter usado ele para socorrer o filho até o pronto-socorro da Santa Casa. Nele haviam seis perfurações na lataria do veículo, além dos vidros estilhaçados e marcas de sangue.

No caminho, Paulo Xavier chegou a abordar uma equipe do Corpo de Bombeiros no cruzamento da Rua 13 de Junho com a Avenida Mato Grosso, no Centro, mas a vítima chegou ao hospital sem vida.

Operação Las vegas

O capitão reformado Paulo Roberto Teixeira Xavier foi alvo da operação Operação Las Vegas, realizada pela Polícia Federal e Polícia Militar em 2009, por envolvimento com uma organização que explorava máquinas caça-níqueis em Campo Grande.

Na epóca, acabou condenado a 7 anos de prisão regime fechado por falsidade ideológica, por manter um estabelecimento comercial, o que é proibido para oficial e corrupção passiva. Em 2011 ele conseguiu Habeas Corpus no STF (Supremo Tribunal Federal)

Quatro depois, em 2015, foi preso por porte ilegal de armas, na cidade Bom Jardim (MA). Em 2017 ele acabou reformado pela PM.

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