Policial que matou homem dentro de cinema alegou legítima defesa em depoimento

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09/07/2019 07h30
Por: Redação

O policial militar ambiental Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, suspeito de matar Julio Cesar Cerveira Filho, 43 anos, dentro de uma sala de cinema em Dourados na tarde desta segunda-feira (8), relatou em depoimento que agiu em legítima defesa, durante a discussão com a vítima, segundo informações da Polícia Civil.

O autor relatou na delegacia, que Julio Cesar estava sentado ao lado de um dos seus filhos, quando sem qualquer motivo, começou a abrir e fechar as pernas, batendo no garoto. Diante da situação, o policial militar teria trocado de lugar com o adolescente e pedido para que a vítima cessasse com as provocações o que não aconteceu, passando a xingar o militar.

Neste momento, segundo o policial, outras pessoas repreenderam a atitude da vítima, que resolveu deixar o local. Mas ao levantar da poltrona, desferiu um tapa no rosto do filho mais velho do militar, momento que ele informou que iria acionar a polícia.

Ambos de pé na escadarias do cinema, o militar informou que a vítima teria puxado a sua camisa e falado que era para resover o problema ali mesmo.

Diante da ameaça, Dijavan teria dito neste momento que era policial militar e sacado sua arma. A vítima teria tentado tirar a arma do militar, ocorrendo os disparos, atingindo o pescoço.

Em seguida o militar realizou o socorro da vítima, tentando estancar o sangramneto e acionou o Corpo de Bombeiros. Ele ficou no local e se apresentou as autoridades policiais, espontaneamente.

Dois inquéritos foram abertos para apurar os fatos, um pela Polícia Civil e outro pela Policial Militar. Dijavan foi preso em flagrante.

Diogo Nolasco/TV Morena