Corte terá novas aposentadorias até 2030 e composição virou tema central nos bastidores de Brasília
Uma vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), aposentadorias previstas até 2030 e a disputa presidencial deste ano colocaram a composição da Corte no centro da articulação política em Brasília. Nos bastidores do Congresso, aliados do senador Flávio Bolsonaro avaliam que uma eventual vitória do parlamentar na eleição presidencial poderá ampliar a influência do campo bolsonarista no STF ao longo da próxima década.
Atualmente, dois ministros da Corte foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro: André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Com a vaga atualmente aberta e as aposentadorias previstas nos próximos anos, esse número pode aumentar caso o próximo presidente tenha a oportunidade de fazer novas nomeações para o tribunal.
Além da cadeira vaga, ministros do STF deverão deixar a Corte por aposentadoria compulsória nos próximos anos. Entre eles estão Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
O tema ganhou força após o Senado Federal rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF. Foi a primeira vez em mais de um século que a Casa rejeitou um indicado ao Supremo.
A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores, parlamentares da oposição articulam junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para evitar que uma nova indicação seja analisada antes das eleições presidenciais.
A estratégia da oposição é impedir que o atual governo amplie sua influência no STF antes da definição do próximo chefe do Executivo.
Durante a tramitação do nome de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadores como Márcio Bittar e Marcos Rogério já haviam defendido publicamente que a escolha da vaga fosse deixada para o próximo presidente da República.
Entre os nomes citados nos bastidores para uma eventual nova indicação aparece o do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, visto por parte dos parlamentares como um perfil com maior capacidade de articulação política dentro da Casa.
A rejeição de Jorge Messias também foi interpretada como um sinal de fortalecimento do Senado no processo de escolha de ministros do STF e ampliou o debate sobre o equilíbrio de forças entre os Poderes.
Com a possibilidade de várias mudanças na composição da Corte até 2030, aliados do governo e da oposição avaliam que o resultado da próxima eleição presidencial poderá influenciar diretamente o perfil ideológico do Supremo nos próximos anos.




















