O empresário chegou a sair às 3h da madrugada do presídio com destino ao aeroporto de Campo Grande, mas houve a suspensão da operação de transferência por “questões técnicas” relacionadas ao voo.
29/10/2019 16h48
Por: Redação
Foi confirmado pela Vara da Execução Penal do Poder Judiciário, a suspensão da operação de transferência por “questões técnicas” relacionadas ao voo comercial que levaria o empresário Jamil Name Filho, 42 anos, para a penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Conforme reportagem publicada no período da manhã, confirmava a transferência, chegando o empresário a sair às 3h da madrugada do presídio com destino ao aeroporto de Campo Grande. Mas em decorrência de dificuldade em garantir a segurança da operação em voo comercial, a transferência com escolta foi suspensa, sem nova data definida.
A transferência dele estava autorizada desde 14 de outubro, assim como a do pai, Jamil Name e dos policiais civis Márcio Cavalcanti e Vladenilson Olmedo, este último aposentado.
Os três estão no presídio federal de Campo Grande desde 12 de outubro, depois de pedidos da Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e também pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de inclusão do grupo no sistema carcerário federal.
No pedido formulado à época, apontava a impossibilidade do sistema estadual de custodiar essas lideranças da organização e impedir que eles planejem atentados contra pessoas que trabalham nas investigações.
Operação Omertà
Pai e filho, os policiais e outras 17 pessoas foram presas em 27 de setembro em operação deflagrada pelo Gaeco e pela Polícia Civil. Janil Miranda Lima e José Moreira Freires estão foragidos e é oferecido recompensa a quem souber do paradeiro deles.
Para o Gaeco, a organização criminosa é responsável por encomendar pelo menos três execuções em Campo Grande, sendo do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, ocorrido em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril deste ano.











