Projeto Padrinho inicia novo curso para voluntariado com crianças acolhidas

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26/10/2019 17h33
Por: Redação

O poder Juciciário do Estado realiza nos dias 29 e 30 de outubro mais uma edição do Curso de Preparação para Padrinhos da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande. A abertura do curso será realizada na terça-feira, às 19h30, no Auditório da Esmagis, situado na Av. Ana Rosa Castilho Ocampo, 1455, Bairro Montevidéu.

O curso já conta com aproximadamente 40 inscritos, mas ainda há vagas para o público em geral que deseja ser um voluntário para auxiliar crianças e adolescentes que estão em instituições de acolhimento da Capital.

O segundo dia de encontro acontece também a partir das 19h30 no plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Campo Grande. A capacitação é necessária sobretudo para quem deseja ser padrinho afetivo, isto porque é possível apadrinhamentos de outra natureza, tais como padrinho financeiro e prestador de serviços. As ações são coordenadas pelo Projeto Padrinho.

Com 19 anos de existência, o Projeto Padrinho tem a finalidade de proporcionar ajuda material ou afetiva às crianças e aos adolescentes com processos nas varas de infância e da adolescência, os quais se encontram em situação de risco pessoal. Desde sua criação, a proposta tornou-se referência nacional e atende atualmente diversas crianças e adolescentes de diversas instituições de acolhimento.

Hoje, o Projeto Padrinho está em busca de novos voluntários, sobretudo para um grupo de 18 crianças e adolescentes entre 13 e 17 anos que ainda não possuem um padrinho ou madrinha afetivos. Um trabalho voluntário mas que exige um compromisso muito sério de quem aceita esta missão, por isso os interessados em se tornarem novos padrinhos afetivos precisam passar por esta capacitação.

Saiba mais – O caminho até a adoção nem sempre é o ideal, ou seja, evitando que o período de institucionalização das crianças perdure por muito tempo, mas, para quem chega às casas de acolhimento, em especial pré-adolescentes e adolescentes, enfrentam mais barreiras para encontrar uma nova família. Na grande maioria das vezes, a espera para este público é muito maior do que para as crianças pequenas e bebês, onde facilmente existem pretendentes habilitados no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) interessados em adotá-las.

Mas para que este período de espera nas instituições de acolhimento seja mais próximo de uma vida em família, entram na vida destas crianças voluntários muito especiais, que desempenham o papel de um pai ou uma mãe: os padrinhos e madrinhas do Projeto Padrinho, que conta hoje com aproximadamente 60 padrinhos pessoas físicas, além de cerca de 30 empresas parceiras que auxiliam as crianças e adolescentes acolhidos tanto financeiramente, afetivamente, como também prestando atendimentos psicossociais e de saúde.

Em 2003 o projeto foi institucionalizado pelo Tribunal de Justiça, por meio da Resolução nº 429, e atualmente ligado à Coordenadoria da Infância e da Juventude, já foi implantado em diversas comarcas do Estado.

Atualmente, o Projeto Padrinho se tornou lei nacional: Lei nº 13.509 de 22 de novembro de 2017, determinando que todas as comarcas do país implantem ações semelhantes a iniciativa pioneira do judiciário sul-mato-grossense.

Mais informações pelo telefone (67) 3317-3512.

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