
Partido já definiu chapa em São Paulo e concentra negociações em Minas Gerais, considerado estratégico para a disputa presidencial
Com a aproximação do período em que passam a valer restrições da legislação eleitoral, o PT intensificou as negociações para definir alianças e fortalecer seus principais palanques estaduais. Após fechar a composição da chapa em São Paulo, o partido concentra agora os esforços em Minas Gerais, considerado um dos estados mais estratégicos para a disputa presidencial.
São Paulo e Minas Gerais são tratados como prioridades pelo Palácio do Planalto. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra agendas nos dois estados já na próxima semana, antes do início do chamado defeso eleitoral, em 4 de julho. A partir dessa data, ficam proibidas inaugurações de obras e outros eventos institucionais que possam configurar promoção de candidaturas.
Em São Paulo, o PT confirmou a chapa que terá o ex-ministro Fernando Haddad como candidato ao governo estadual, com o ex-governador Márcio França (PSB) na vice.
Nos bastidores, a corrida contra o calendário eleitoral aumentou a pressão para que definições políticas e anúncios de investimentos sejam concluídos nos próximos dias. Além de São Paulo e Minas Gerais, o governo federal também prepara agendas de caráter social em Fortaleza, Goiânia e Teresina.
Minas segue como principal desafio
Apesar dos avanços em outros estados, Minas Gerais ainda concentra as principais indefinições da estratégia petista.
O Planalto trabalha para fortalecer o palanque no segundo maior colégio eleitoral do país e aposta na ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, como uma das peças centrais da articulação política.
Marília, no entanto, tem defendido a formação de uma frente ampla para a disputa estadual e mantém a intenção de concorrer ao Senado, o que ainda exige novas negociações entre os partidos aliados.
Corrida contra o calendário
A proximidade das restrições impostas pela legislação eleitoral acelerou as conversas entre dirigentes partidários e integrantes do governo federal.
O objetivo é concluir acordos políticos e realizar agendas institucionais consideradas estratégicas antes do início do período em que eventos públicos com potencial de promoção eleitoral passam a ser vedados.
Com os palanques praticamente definidos em São Paulo e negociações em andamento em Minas Gerais, o PT busca consolidar sua estratégia nos principais colégios eleitorais do país antes da abertura oficial das convenções partidárias e do início da campanha eleitoral.




















