PT acelera articulações para fechar palanques estaduais antes das restrições eleitorais

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Governo Lula prepara últimas entregas para antes do início do reduto eleitoral (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Partido já definiu chapa em São Paulo e concentra negociações em Minas Gerais, considerado estratégico para a disputa presidencial

Com a aproximação do período em que passam a valer restrições da legislação eleitoral, o PT intensificou as negociações para definir alianças e fortalecer seus principais palanques estaduais. Após fechar a composição da chapa em São Paulo, o partido concentra agora os esforços em Minas Gerais, considerado um dos estados mais estratégicos para a disputa presidencial.

São Paulo e Minas Gerais são tratados como prioridades pelo Palácio do Planalto. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra agendas nos dois estados já na próxima semana, antes do início do chamado defeso eleitoral, em 4 de julho. A partir dessa data, ficam proibidas inaugurações de obras e outros eventos institucionais que possam configurar promoção de candidaturas.

Em São Paulo, o PT confirmou a chapa que terá o ex-ministro Fernando Haddad como candidato ao governo estadual, com o ex-governador Márcio França (PSB) na vice.

Nos bastidores, a corrida contra o calendário eleitoral aumentou a pressão para que definições políticas e anúncios de investimentos sejam concluídos nos próximos dias. Além de São Paulo e Minas Gerais, o governo federal também prepara agendas de caráter social em Fortaleza, Goiânia e Teresina.

Minas segue como principal desafio

Apesar dos avanços em outros estados, Minas Gerais ainda concentra as principais indefinições da estratégia petista.

O Planalto trabalha para fortalecer o palanque no segundo maior colégio eleitoral do país e aposta na ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, como uma das peças centrais da articulação política.

Marília, no entanto, tem defendido a formação de uma frente ampla para a disputa estadual e mantém a intenção de concorrer ao Senado, o que ainda exige novas negociações entre os partidos aliados.

Corrida contra o calendário

A proximidade das restrições impostas pela legislação eleitoral acelerou as conversas entre dirigentes partidários e integrantes do governo federal.

O objetivo é concluir acordos políticos e realizar agendas institucionais consideradas estratégicas antes do início do período em que eventos públicos com potencial de promoção eleitoral passam a ser vedados.

Com os palanques praticamente definidos em São Paulo e negociações em andamento em Minas Gerais, o PT busca consolidar sua estratégia nos principais colégios eleitorais do país antes da abertura oficial das convenções partidárias e do início da campanha eleitoral.