Receita paga nesta sexta maior lote de restituição da história do IR

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(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em Mato Grosso do Sul, 142.405 contribuintes serão contemplados com o primeiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026

A sexta-feira (29) será de dinheiro na conta para milhões de brasileiros. A Receita Federal inicia hoje o pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026, considerado o maior já liberado pelo órgão tanto em número de contribuintes quanto em valor total.

Ao todo, mais de 8,7 milhões de pessoas serão contempladas neste lote, que soma R$ 16 bilhões em créditos. O pagamento também inclui restituições residuais de anos anteriores. Em Mato Grosso do Sul,  142.405 contribuintes serão contemplados com o primeiro lote. Ao todo, serão R$ 272.285.555,65 pagos somente no estado.

Segundo a Receita Federal, cerca de R$ 8,64 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal ou preferência no processamento da declaração. Entre os beneficiados estão 256.697 idosos acima de 80 anos, 2,25 milhões de contribuintes entre 60 e 79 anos, além de pessoas com deficiência, portadores de moléstia grave e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério.

O grupo mais numeroso, porém, é formado pelos contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix. Nesta condição, quase 5 milhões de pessoas terão prioridade no pagamento.

O depósito será feito diretamente na conta bancária informada na declaração ou na chave Pix do tipo CPF. A Receita Federal alerta que o pagamento só é realizado em contas de titularidade do contribuinte.

Caso haja erro nos dados bancários ou algum problema na conta indicada, o crédito não será concluído. Nesses casos, o contribuinte poderá reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil por até um ano após a primeira tentativa de depósito.

O reagendamento pode ser feito pelo Portal BB ou pelos telefones de atendimento da instituição financeira:

  • 4004-0001, para capitais;
  • 0800-729-0001, para demais localidades;
  • 0800-729-0088, canal exclusivo para deficientes auditivos.

Para solicitar uma nova tentativa de crédito, será necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.

A consulta ao primeiro lote já está disponível no site da Receita Federal. O contribuinte deve acessar a área “Meu Imposto de Renda” e selecionar a opção “Consultar a Restituição”. Também é possível verificar as informações pelo aplicativo oficial da Receita Federal para celulares e tablets.

Além de informar se a restituição foi liberada, a consulta também mostra possíveis pendências na declaração, indicando se o contribuinte caiu na chamada malha fina.

Para verificar a situação detalhada da declaração, o acesso deve ser feito pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), utilizando conta gov.br nos níveis prata ou ouro.

No sistema, o contribuinte pode consultar se a declaração foi processada normalmente ou se existem inconsistências nos dados enviados. Em caso de divergência, a Receita informa qual é o problema e orienta sobre como regularizar a situação.

Quando o erro for causado pelo próprio contribuinte, a correção deve ser feita por meio de uma declaração retificadora. Após o ajuste das informações, a declaração deixa a malha fina e volta a ser processada.

Já nos casos em que a inconsistência é provocada por dados enviados incorretamente por empresas, bancos ou prestadores de serviço, o contribuinte deve aguardar a correção pela fonte responsável.

O calendário de restituições do Imposto de Renda 2026 prevê quatro lotes de pagamento:

  • 1º lote: 29 de maio;
  • 2º lote: 30 de junho;
  • 3º lote: 31 de julho;
  • 4º lote: 28 de agosto.

Nesta sexta-feira também termina o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Neste ano, são obrigados a declarar contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, além de investidores, proprietários de bens acima de R$ 800 mil, produtores rurais e pessoas com rendimentos no exterior, entre outros critérios definidos pela Receita Federal.